“Só vamos falar da sucessão de Rui em março de 2022”, diz Otto Alencar

Senador disse ao jornal A Tarde e ao Portal M! que ainda não é hora de falar sobre a sucessão estadual


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redacao 01/02/2021 08:23 Política

O senador Otto Alencar (PSD) disse ao editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, em entrevista ao jornal A Tarde, que ainda não é a hora de falar sobre a sucessão estadual de 2022. “Só vamos falar agora da sucessão de Rui em março” do próximo ano.

Apesar do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (DEM), forte candidato ao pleito estadual, ter iniciado uma série de visitas pelo interior, pavimentando sua candidatura ao governo em 2022, o senador disse que 2021 é um ano de trabalho e que ainda fará uma avaliação da eleição de 2022.

“Nós só vamos fazer uma avaliação da eleição de sucessão do governador Rui Costa politicamente a partir de março de 2022. Esse ano é um ano de trabalho, de dar solução aos problemas dos brasileiros, a crise, a saúde, o desemprego, a informalidade, a renda do auxílio emergencial, dos investimentos para ciência e tecnologia”, afirmou.

“Como é que o Brasil não tem estrutura para criar sua própria vacina? Incrível isso. É isso que eu falei da ciência, tecnologia e pesquisa. Então tem que abrir os olhos do país para parar de importar tecnologia de países emergentes, inclusive. O Brasil não pode ficar, com muita propriedade falou o governador Rui Costa, uma grande fazenda de produção de matéria prima, do setor primário e exportação de commodities, de minério, de soja, de algodão”, pontuou.

Otto disse ainda que “é superimportante, o agronegócio, mas tem que ir, através disso, investir na ciência, na tecnologia, na pesquisa, para parar de importar tecnologia. Como é que um país como o nosso importa em torno de 95% dos insumos da produção de medicamentos? Você acha que os remédios vão baixar quando enquanto estiver importando em dólar? Não vai baixar nunca. Então é isso que nos preocupa muito”.

O Senado Federal decide, nesta segunda-feira (1), a sucessão de Davi Alcolumbre (DEM). Otto Alencar disse que o candidato Rodrigo Pacheco (DEM-MG) “tem uma formação jurídica de alto nível e é um senador que tem trabalhado dentro de um processo ético, de muita autonomia nos seus votos”.

“Nesse período, inclusive, em alguns momentos, ele discordou de matérias enviadas pelo Palácio do Planalto. E ele hoje não pode, nunca foi também, rotulado como um candidato do Palácio do Planalto. Hoje ele é candidato do PSD, do PT, do PDT, dos senadores da Rede, do Partido Progressista, do PROS. Uma série de partidos que têm alinhamento com o Palácio do Planalto, inclusive o PSD, no Senado, é um partido que atua com independência. Eu fui líder dois anos, encaminhei com independência as votações e fui crítico do governo Bolsonaro nesses dois anos”, ressaltou.

“Jamais eu tomaria uma decisão como líder do PSD de apoiar Rodrigo se ele não reunisse as virtudes de independência frente ao Poder Executivo, altivez, ética e compromisso com o Brasil. Jamais faria isso. Então ele será o presidente, amanhã (segunda) será a eleição dele, eu acho que ele é virtual vencedor. Será um presidente que fará um trabalho em favor do Brasil nessa crise que nós estamos vivendo agora”, completou.

Por fim, Otto Alencar falou para o M! que teve tratativas com Rodrigo Pacheco. Sobre a reinserção do Programa de Renda Mínima, que acabou em dezembro de 2020.

“Vamos trabalhar para que o governo tenha essa visão, essa sensibilidade, pois a crise sanitária continua, o desemprego continua, a informalidade aumentou, e as pessoas não podem passar fome em um país com 340 bilhões de dólares de reservas, e hoje representa a 9ª economia do mundo”, pontuou.

“Discutimos Reforma Tributária para simplificar os impostos, condensá-los, como até o ministro Paulo Guedes tomou a iniciativa, encaminhou para a Câmara dos Deputados para ser apreciado; a Reforma Administrativa do Governo Federal que precisa ser feita; e outra coisa que é muito caro ao PSD e ele tomou o compromisso é de trabalhar para colocar recursos do fundo de ciências e tecnologia, para se investir no país em pesquisa, ciência e tecnologia”, finalizou.

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