Dez ministros e seis governadores deixam os cargos para disputar as eleições de outubro
Prazo final para a chamada ‘desincompatibilização’ termina neste sábado (2)
Termina neste sábado (2) o prazo para que ministros, governadores, prefeitos e secretários de governo que desejam disputar novos cargos nas eleições de outubro deixem as atuais funções. Pela legislação, eles precisam se afastar das funções a seis meses do pleito.
Além da chamada “desincompatibilização”, o calendário eleitoral também estabelece que todos os eventuais candidatos devem estar filiados ao partido político pelo qual pretendem concorrer até este sábado.
O afastamento dos ocupantes de cargos públicos é uma forma de evitar abuso de poder econômico ou político nas eleições. Mas os que ocupam cadeiras no Legislativo, como deputados federais e estaduais, não precisam abrir mão do mandato para concorrer.
Dos ministros que deixaram os cargos, somente um foi mantido no governo. Cotado para compor a chapa do presidente Jair Bolsonaro (PL) à reeleição como candidato a vice, o general Walter Braga Netto foi nomeado assessor especial do gabinete pessoal do chefe do Executivo nacional.
Neste cargo, Braga Netto não precisará cumprir o prazo de afastamento a seis meses da eleição. Segundo a legislação eleitoral, ele deverá deixar a função a três meses do pleito, portanto até 2 de julho.
Até quinta-feira (31), dez ministros tinham deixado os postos. Confira:
– Walter Braga Netto (Defesa), cotado para candidato a vice-presidente pelo PL na chapa de Jair Bolsonaro;
– Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), filiada ao Republicanos e que ainda não anunciou qual mandato disputará;
– Flávia Arruda (Secretaria de Governo), pré-candidata a senadora pelo PL no Distrito Federal;
– Gilson Machado (Turismo), pré-candidato a senador pelo PL em Pernambuco;
– João Roma (Cidadania), pré-candidato a governador da Bahia pelo PL;
– Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), pré-candidato a deputado federal pelo PL por São Paulo;
– Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), pré-candidato a governador do Rio Grande do Sul pelo PL;
– Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), pré-candidato a senador pelo PL no Rio Grande do Norte;
– Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), pré-candidato a governador de São Paulo pelo PL;
– Tereza Cristina (Agricultura), pré-candidata a senadora pelo PP no Mato Grosso do Sul.
Governadores renunciam
Entre os governadores, quatro renunciaram ao mandato na quinta-feira (31) para disputar a eleição: João Doria (PSDB-SP), pré-candidato a presidente; Flávio Dino (PSB-MA), pré-candidato a senador; Wellington Dias (PT-PI), pré-candidato a senador; e Eduardo Leite (PSDB-RS), que ainda não anunciou qual mandato disputará.
Outros dois governadores têm previsão de renunciar neste sábado: Camilo Santana (PT-CE), pré-candidato a senador e Renan Filho (MDB-AL), também pré-candidato ao Senado.
O prazo para que secretários de governo que pretendam se candidatar nas eleições de 2022 também termina neste sábado.
Filiados ao PL, o ex-secretário especial de Cultura Mario Frias e o ex-secretário nacional de Aquicultura e Pesca Jorge Seif devem disputar vagas no Legislativo.
Frias deve se candidatar a deputado federal por São Paulo. Inicialmente, Seif também planejava concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados por Santa Catarina. Mas, com a desistência do empresário Luciano Hang, pode se lançar ao Senado.
Além deles, também deixou o governo Mayra Pinheiro, a chamada “Capitã Cloroquina”. Ela ocupava a Subsecretaria da Perícia Médica Federal da Secretaria de Previdência do Ministério do Trabalho e Previdência. Agora filiada ao PL, planeja se lançar candidata a deputada federal pelo Ceará.
O prazo também se estende a presidentes de entidades ligadas ao Governo Federal e de chefes de órgãos de assessoramento de informações da Presidência.
Sérgio Camargo, que deixou a presidência da Fundação Palmares, e Alexandre Ramagem, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foram exonerados na quinta.
Os dois estão filiados ao PL e devem concorrer a vagas na Câmara dos Deputados – Camargo por São Paulo e Ramagem pelo Rio de Janeiro.
Prefeitos de capitais
Três prefeitos de capitais deixaram as funções de olho nas eleições de outubro. Alexandre Kalil (PSD) foi o primeiro. Ele se despediu da Prefeitura de Belo Horizonte no último dia 25. Deve disputar o governo de Minas Gerais.
Gean Loureiro (União Brasil) deixou a Prefeitura de Florianópolis na quinta para concorrer ao Governo de Santa Catarina.
Marquinhos Trad (PSD) tem previsão de renunciar à Prefeitura de Campo Grande neste sábado. Ele vai disputar o governo do Mato Grosso do Sul.
* Com informações do Portal G1
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