“É preciso distensionar as relações no Brasil”, diz Jaques Wagner
“Não dá para estar no Executivo xingando o Judiciário, o Legislativo e vice versa”, disse o senador
O senador Jaques Wagner (PT) diz que é “preciso distensionar as relações no Brasil”. De acordo com o petista, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é uma liderança negacionista e sua “verborragia” dificulta a retomada da economia, prejudicando o Brasil até mesmo no cenário internacional. Ao colunista do A Tarde e editor-chefe do Portal Muita Informação, o jornalista Osvaldo Lyra, o parlamentar falou que é preciso que a gente recoloque o país no caminho da normalidade institucional.
“Não dá para estar no Executivo xingando o Judiciário, o Legislativo e vice versa. Uma coisa é crítica, outra coisa é provocação “vou aí para a porta, vou quebrar, vou bater, vou fechar”. Isso não existe. Isso tem que ser interrompido. Isso não é opinião. Isso é afronta à Constituição brasileira e às instituições. Nenhum país sobrevive assim. Então, eu não sei se tem queda de braço, evidentemente o Facebook não tem muita autoridade para falar, porque o Facebook perdeu bilhões de dólares por conta da sua leniência, da sua preguiça de tomar posição contra contas, muitas delas escondidas, robôs. Eles ganham dinheiro faturando em cima da destruição das instituições do Brasil e lá fora.
O senador diz considerar o projeto das fake news de grande importância e diz que isso não será um censura.
“Nada a ver com censura, ao contrário. A lei da fake news garante a liberdade de imprensa e de expressão, responsabilizando quem se esconde atrás de um cobertor da web, para no anonimato ficar vendendo mentiras, difamando pessoas, destilando ódio. Não dá. Países avançados como a Alemanha têm leis duríssimas contra isso. E não dá para a gente ficar aceitando isso. Uma coisa é você ter seu pensamento, outra coisa é seu pensamento passar pela destruição de uma parte da população do seu país ou instituições. Então, eu acho que o refluxo dele foi o temor, porque como diz, a coisa está chegando perto deles”, afirma.
Wagner também falou sobre a convocação do ministro da Justiça para explicar um dossiê sobre opositores do presidente Bolsonaro. O senador diz que isso é mais um episódio de um governo de inspiração autoritária e que está querendo transformar a democracia brasileira numa democracia de quinta categoria. “Ele quer montar um estado policial. Pelo menos o que é noticiado, já há uma convivência de muitos dos seus adeptos com as milícias particularmente do Rio de Janeiro, e agora ele quer fazer uma milícia por dentro do Estado. A exemplo de como havia no nazismo, ou seja, para não dizer que eu estou falando só de cá, ou como havia uma KGB no tempo lá dos governos fechados soviéticos. Como é que você bota alguém para acompanhar quem se manifestou como antifascista? Quem faz concurso público não faz declaração ideológica. Aliás, existe a estabilidade para garantir a liberdade funcional de pensamento dos funcionários públicos. Então ele quer montar o que? Uma milícia por dentro do Ministério da Justiça? Que vai sair acompanhando e prejudicando e perseguindo? Daqui a pouco ele vai fazer isso com as empresas também, é por isso que eu digo, as pessoas às vezes olham para as coisas e dizem “não é comigo”. Não, não é com você hoje. Mas a cada passo as pessoas vão pretendendo mais”, finaliza.
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