Variante Delta torna a imunidade coletiva impossível, dizem cientistas
Tomar a vacina já não se trata mais de um dever em relação aos outros, mas de uma proteção para si mesmo
A variante Delta do coronavírus enterrou, ao menos por enquanto, as chances da chamada imunidade de rebanho -aquela em que o número de pessoas protegidas contra infecção é grande o suficiente para conter a circulação do vírus. Esta é a avaliação dos cientistas, de acordo com reportagem publicada pela Folha de S. Paulo.
Quando os primeiros casos de Covid-19 surgiram, cientistas calcularam que a imunidade coletiva poderia ocorrer quando cerca de 70% de uma população estivesse protegida.
A porcentagem deriva de dados como a proteção fornecida pela vacina contra a infecção (diferente da eficácia contra doença grave e morte) e a capacidade intrínseca de propagação do vírus, ambos ainda não totalmente conhecidos ou em transformação.
O vírus circula mais se as pessoas se encontram mais, por mais tempo e com menos barreiras – e essa variável também está em constante mudança ao longo do tempo. O novo mutante, indicam os cientistas, é capaz de passar de uma pessoa para cerca de seis ou sete.
Na ponta do lápis, com essa taxa de contágio, a imunidade de rebanho seria atingida quando cerca de 85% da população estivesse protegida, mas apenas se a vacina ou a recuperação de um caso de Covid prevenissem completamente as infecções, o que não ocorre.
“A chegada da Delta foi realmente uma virada de jogo”, diz o virologista Jeroen van der Hilst, professor de Imunopatologia da Universidade de Hasselt (Bélgica).
“O vírus pode circular em uma comunidade com um grande número de pessoas vacinadas. Com essa noção, temos que concluir que a imunidade de rebanho não é mais possível”, afirma ele.
Para o professor emérito de Estatística Aplicada da Open University (Reino Unido) Kevin McConway, os dados já disponíveis sobre a barreira das vacinas ao contágio são insuficientes para estimar qual seria uma imunidade coletiva para a Covid.
A mesma falta de informação existe para os que desenvolveram imunidade natural, por terem sido infectados, e para o caso dos que tiveram Covid e foram também vacinados.
Além disso, acrescenta o estatístico, ainda não há certeza sobre quanto tempo dura a proteção causada por vacinação ou por infecção natural.
Isso quer dizer que, mesmo que 100% de uma população fosse completamente vacinada, a barreira de 85% para se obter imunidade coletiva não seria atingida.
Para o diretor do Instituto de Genética da UCL de Londres, François Balloux, há um único benefício – inexplorado – dessa impossibilidade.
“Isso deve acabar com as guerras culturais em torno das vacinas. As pessoas devem ser encorajadas a se vacinar, mas, no final das contas, o objetivo principal da vacinação agora é proteger a si mesmas, não a outros. Então, viva e deixe viver”, afirmou ele, em rede social.
Ou seja, tomar a vacina não se trata mais de um dever em relação aos outros (para garantir a proteção coletiva), mas uma proteção para si mesmo: “Não haverá nenhuma ‘barreira de imunidade de rebanho’ para se esconder atrás”.
* Com informações da Folha de S. Paulo.
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