Testes da vacina contra câncer do colo do útero têm resultados promissores
Em camundongos, o imunizante foi capaz de eliminar tumores associados ao HPV, principal agente causador da doença
Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolvem uma vacina terapêutica que, em camundongos, foi capaz de eliminar tumores associados ao papilomavírus humano (HPV), principal agente causador do câncer do colo do útero. Os pesquisadores fazem agora a prova de conceito clínica em humanos.
Publicado na revista International Journal of Biological Sciences, o estudo mostrou que, quando associada à quimioterapia baseada em cisplatina, a vacina induziu resposta antitumoral específica, capaz de eliminar tumores em estágio avançado de desenvolvimento sem apresentar toxicidade – ou seja, não causou danos no fígado ou nos rins nem induziu a perda de peso nos animais.
O trabalho foi desenvolvido ao longo dos últimos anos no modelo de roedores de tumores associados ao HPV-16 baseado em células TC-1, amplamente utilizado por vários grupos desta área de pesquisa.
Atualmente, uma prova de conceito clínica está sendo conduzida com pacientes diagnosticadas com Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) de alto grau, um estágio anterior ao câncer do colo do útero, no Hospital das Clínicas da USP (HC-USP).
“Conseguimos fazer a prova de conceito em camundongos e agora estamos validando os resultados em humanos, acompanhando um grupo pequeno de pacientes por um período de seis meses a um ano. A publicação dos novos resultados deverá ser feita em meados de 2023 e, então, partiremos para testes clínicos mais abrangentes, para avaliar a segurança e a eficácia do imunizante. Os resultados iniciais são muito animadores”, afirma Bruna Porchia, pós-doutoranda do ICB e primeira autora do estudo.
A aplicação do imunizante em humanos é feita de forma indireta. É retirada uma amostra de sangue da paciente e, em laboratório, as células dendríticas são isoladas e ativadas in vitro com o imunizante.
Após a ativação, as células retornam à paciente na forma de uma injeção. É quando as células dendríticas ‘ensinam’ o sistema imunológico, por meio dos linfócitos T, a reconhecer e eliminar as células tumorais ou precursoras dos tumores, conhecidas como neoplásicas, no colo uterino.
HPV e câncer
Em 99,7% dos casos, o câncer de colo do útero é causado pelo HPV. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença, também conhecida como câncer cervical, é a principal causa de morte entre mulheres na América Latina e no Caribe, ocasionando 35,7 mil óbitos a cada ano. No Brasil, é o quarto câncer mais comum em mulheres, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Embora a vacina contra o HPV faça parte do Programa Nacional de Imunizações do SUS desde 2014, as doenças causadas pelo vírus continuarão a ser problema de saúde pública no Brasil devido à baixa cobertura vacinal. Em 2021, por exemplo, apenas 55% da população-alvo foi imunizada no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.
“Quando a infecção pelo HPV persiste e evolui para um tumor conhecido como Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) e posteriormente para o câncer do colo do útero, as formas de tratamento incluem cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou combinações destas terapias. Além de invasivas, essas terapias trazem muitos efeitos colaterais que comprometem a qualidade de vida das pacientes”, explica a pesquisadora.
* Com informações do Portal UOL
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