Remédios utilizados para tratar Covid estão fora do SUS

Pfizer submeteu à Anvisa pedido de uso emergencial do Paxlovid na última quarta-feira (16)


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redacao 20/02/2022 22:00 Saúde

Alguns remédios utilizados na União Europeia, Reino Unido e Estados Unidos no combate à Covid-19, como os antivirais paxlovid, molnupiravir, remdesivir não estão incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente, somente o antiviral remdesivir, da Gilead Sciences, e três tratamentos monoclonais (proteínas produzidas em laboratórios que simulam a reposta do sistema imunológico) estão autorizados para uso emergencial pela agência regulatória.

“Eu lamento muito todo esse atraso. Essas medicações têm alta eficácia em prevenir hospitalização por Covid, em torno de 70% a 80%, e são um elemento fundamental, junto com as vacinas, na redução da morbimortalidade da doença”, afirmou a pneumologista Leticia Kawano Dourado,  do Instituto de Pesquisa do HCOR e integrante do grupo de desenvolvimento de diretrizes em Covid da OMS.

No último dia 16, a Anvisa recebeu o pedido de uso emergencial do Paxlovid. De acordo com a agência, o prazo de análise é de 30 dias, e as primeiras 24 horas serão utilizadas para fazer uma triagem do processo e verificar se os documentos necessários foram disponibilizados pela Pfizer.

A FDA, agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, aprovou, em 22 de dezembro, o uso emergencial da pílula da Pfizer.

Já a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde do Reino Unido (MHRA, na sigla em inglês) aprovou o Paxlovid em 31 de dezembro.

Na União Europeia, o Paxlovid está autorizado para ser comercializado desde o dia 27 de janeiro. A Agência Europeia de Medicamentos concluiu que os benefícios do medicamento são superiores aos riscos.

O medicamento é indicado para adultos e crianças a partir de 12 anos que tenham testado positivo para a Covid-19 e apresentem alto risco de progressão para casos graves, incluindo hospitalização ou morte.

O Paxlovid consiste em dois medicamentos antivirais em conjunto: o nirmatrelvir e o ritonavir.

O nirmatrelvir é um novo remédio desenvolvido pela Pfizer-BioNTech, enquanto o ritonavir é uma droga que já era usada no tratamento do HIV/Aids. Os dois atuam em conjunto bloqueando uma enzima que o vírus precisa para se replicar no corpo.

Estudos indicam que a droga reduz em 89% o risco de hospitalização ou morte em adultos vulneráveis.

 

Molnupiravir – MERCK/MSD

A MHRA aprovou o medicamento no Reino Unido no dia 4 de novembro de 2021. O antiviral foi considerado seguro e eficaz pela agência após uma “análise rigorosa dos dados disponíveis”.

Já a EMA emitiu parecer favorável sobre o uso do molnupiravir para o tratamento da Covid-19 desde o dia 19 de novembro de 2021. Atualmente, a agência regulatória europeia está analisando mais dados para emitir um parecer sobre o pedido de autorização de comercialização do medicamento.

Nos Estados Unidos, a FDA aprovou o uso emergencial e doméstico do molnupiravir no dia 23 de dezembro de 2021.

O molnupiravir, conhecido internacionalmente pelo nome comercial de Lagevrio, também é um antiviral – atua impedindo a replicação do coronavírus.

Resultados preliminares de testes divulgados no ano passado apontaram que os pacientes que receberam o molnupiravir até cinco dias após o início dos sintomas da Covid tiveram cerca de metade da taxa de hospitalização e morte em relação aos pacientes que receberam um comprimido inativo. O medicamento, entretanto, não funcionou em pacientes graves.

 

Remdesivir 

O uso no Brasil está autorizado desde março de 2021. Apesar disso, em agosto do mesmo ano, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de Saúde (Conitec) rejeitou a incorporação do remdesivir na lista de medicamentos públicos indicados para o tratamento do novo coronavírus.

O órgão consultivo do Ministério da Saúde alegou “incertezas quanto à eficácia do medicamento” e um “impacto orçamentário elevado” para emitir o parecer.

Contudo, para Kawano, a incorporação de medicamentos como esse no SUS pode reduzir gastos se forem bem empregados e reservados para grupos de alto risco de hospitalização.

“Prevenir hospitalização é economizar dinheiro: é preciso uma incorporação com diretrizes recomendando como fazer o uso, assim como todos os países têm feito”, ressalta.

 

Anticorpos monoclonais

Diferente de alguns antivirais, esses remédios são aplicados somente por profissionais da saúde.

Atualmente, os tratamentos monoclonais aprovados pela Anvisa incluem os seguintes medicamentos: regdanvimabe (da Celltrion Healthcare), casirivimabe/imbevimabe (da Regeneron/Roche), sotrovimabe (da GSK).

 

* Com informações do Portal G1

 

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