Dor crônica afeta um quarto da população mundial
Controle de dor é considerado uma questão de saúde pública por causar sofrimentos, transtornos psicossociais e prejuízos econômicos
Considerada uma questão de saúde pública, a dor crônica atinge um quarto da população mundial, de acordo com a Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (SBED). Esse problema é considerado mais grave quando é prolongado e está associado a uma doença crônica ou dor aguda que não foi tratada corretamente, trazendo sofrimento, inaptidão ao trabalho, transtornos psicossociais e prejuízos econômicos.
Ainda segundo a SBED, os brasileiros sentem dor principalmente nos membros superiores e inferiores, além da cabeça. Para a médica da família e paliativista, Ana Rosa Humia, coordenadora do programa de Cuidados Paliativos da S.O.S. Vida, multifatores podem provocar a dor, inclusive maus hábitos. “Hábitos inadequados de vida relacionados a alimentação, sedentarismo e estresse podem desencadear processos de dor, que se somam e se agravam. Se esses fatores, que podem ser físicos, sociais ou emocionais, não forem tratados corretamente, podem se agravar e afetar a qualidade de vida do paciente, afinal ninguém vive bem com dor”, ressalta.
A especialista ainda destaca a importância de investigar a causa do desconforto, já que algumas pessoas acabam se “acomodando com a dor”, o que pode agravar o seu quadro clínico. Para estimular o controle deste problema, o Ministério da Saúde instituiu no Sistema Único de Saúde (SUS) o Programa Nacional de Assistência à Dor e Cuidados Paliativos, estimulando a organização de serviços de saúde e de equipes multidisciplinares para dar assistência a pacientes com esse tipo de ocorrência, promovendo o diagnóstico adequado e acompanhamento terapêutico.
O tratamento da dor é multiprofissional, envolvendo especialistas de diversas áreas, incluindo médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais e psicólogos.
“A dor é subjetiva e vivida por cada indivíduo de forma particular e única. Algumas pessoas somatizam, transformando um sofrimento psíquico em dor física. Portanto, devemos trabalhar com o conceito de Dor Total, que considera a sensação física modulada por uma emoção e comtempla a dimensão fisica, psíquica, social e espiritual do ser humano. Assim, surge a necessidade de um olhar ampliado e atento às dores de diversas ordens que afetam a qualidade de vida e geram sofrimento”, pondera a psicóloga paliativista da S.O.S. Vida Cláudia Cruz.
O tratamento pode ser medicamentoso com o uso de analgésicos e opioides, a depender da gravidade das ocorrências, ou não-medicamentoso, por meio de terapias complementares e integrativas, como exercícios físicos, massagem, reeducação de postura, acupuntura, hipnose e relaxamento.
As terapias integrativas podem trazer importantes benefícios para os pacientes, contudo, o auxílio de medicações não deve ser negligenciado principalmente nos casos associados a doenças crônicas, como o câncer. A médica Ana Rosa Humia diz que alguns quadros necessitam de opioides, como a morfina, que podem aliviar o mal-estar e proporcionar mais conforto ao paciente. No entanto, há uma resistência da população no uso desse remédio por desconhecer seus benefícios.
Para alcançar a eficácia no tratamento é necessário compreender o grau e tipo de dor de cada pessoa, já que os procedimentos terapêuticos podem variar. Portanto, os especialistas dividem o nível de dor em escala, que são quantificadas e qualificadas conforme a sensibilidade do paciente para o desconforto, o que permite singularizar a assistência. A presença ou não de uma doença ou lesão que tenha provocado o problema também é investigado para garantir uma terapia adequada.
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