Casos de doenças provocadas pelo Aedes Aegypti caem 95% em Salvador
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), foram 1.014 registros em 2020 contra 46 este ano
Ainda que o país esteja vivendo com uma pandemia de Covid-19 – registrando aumento no número de casos, mortes e taxas de ocupação dos leitos de UTI – outras doenças que normalmente chamam a atenção da população como um todo, ainda mais neste verão, são as transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti: dengue, zika e chikungunya.
Se antes do novo coronavírus virar o centro das atenções no Brasil, eram estas arboviroses que tiravam o sono de muita gente, principalmente pela quantidade de casos registrados.
Em Salvador, por exemplo, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram 1.014 notificações entre os dias 3 de janeiro e 23 de janeiro de 2020. Desse total, foram 649 relacionadas a dengue, 319 a chikungunya e 46 ao zika vírus.
Em 2021, no entanto, houve uma queda brusca no número de registros divulgados pela pasta à pedido do Portal M!: -95,4%, saindo dos 1.014 para apenas 46. O período de comparação é o mesmo: 3 de janeiro a 23 de janeiro. Ao todo, foram 24 casos de dengue, 18 de chikungunya e quatro de zika vírus.
Inspeções
A Secretaria atribui os bons resultados obtidos às ações de inspeção realizadas em toda a cidade. Em 2020, por exemplo, a SMS deflagrou a maior estratégia de enfrentamento ao Aedes da história da cidade com realização de ações de campo durante os sete dias da semana, inclusive, nos finais de semana e feriados.
Conforme o órgão municipal, as equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), realizaram trabalho de inspeção e bloqueio de transmissão espacial com pulverização de inseticida para eliminar os mosquitos na fase adulta nas localidades alvo das medidas de restrição regionalizada.
“Vale ressaltar que as ações para o enfrentamento ao mosquito transmissor das doenças são ininterruptas. Esse ano, as ações continuam. Os agentes de endemias continuar realizando o trabalho como as inspeções em imóveis, bloqueios de transmissão espacial com a aplicação de inseticida e visitas em localidades como espaços públicos, instituições de ensino, praças, pontos turísticos, bocas de lobo, dentre outros”, explicou a assessoria de comunicação da SMS, por nota.
As inspeções geralmente são realizadas pelos agentes de combate a endemias a cada três meses. Contudo, em considerados estratégicos, a exemplo de cemitérios, borracharias e terrenos baldios esse período dimunui para 15 dias.
Segundo a SMS, cerca de de 80% dos criadouros estão localizados dentro dos domicílios. “Os agentes encontram, de forma predominante, criadouros como depósitos de água ao nível do solo [tanques e tonéis] e pequenos depósitos móveis [vasos com água, bebedouro de animais, pequenas fontes ornamentais, etc]”, informa.
Por outro lado, não há nenhum tipo de punição ao dono do imóvel caso sejam encontrados focos do Aedes Aegypti nos respectivos terrenos.
Desta forma, resta aos agentes de combate as endemias, a realização de ações educativas com orientação de como resolver os problemas encontrados no imóvel inspecionado, assim como a realização massiva de campanhas de educação na mídia, distribuição de panfletos e fixação de cartazes em locais públicos.
Bahia
Em todo o estado, de acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), no período entre 2 e 9 de janeiro deste ano, foram notificados 36 casos prováveis de dengue, uma queda de 90,91% – no mesmo tempo de 2020, o registro foi de 396 casos.
Com relação a chikungunya, a baixa foi um pouco maior: -91,8%, saltando de 170 para apenas 14 casos prováveis da doença. Já a zika teve queda de 100%, uma vez que ainda não foram registrados casos da doença este ano, contra 26 ano passado.
Além disso, não houve registro de mortes, em 2021, por nenhuma das três arboviroses, segundo a Sesab.
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