Vixe! Cinco nomes estão de olho na vaga do TCM, inclusive Nilo, o último a ser cogitado. O erro da personificação da oposição e a janela de oportunidades para formar novas lideranças
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Só se fala na vaga de conselheiro
Como a reeleição do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Adolfo Menezes, está praticamente sacramentada, devido à declaração pública dos apoios de quase todos os deputados de governo e oposição, a disputa mais falada na Casa hoje é quem será indicado pelos próprios deputados para vaga aberta no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Apesar de não ter nada oficializado ainda, cinco nomes estariam sendo articulados nos bastidores para compor a Corte de Contas, que oferece cargo vitalício e é objeto de desejo de políticos com e sem mandato.
Cinco nomes de olho no TCM
Pelo que se fala na Assembleia, desejam o cargo os deputados Marcelo Nilo (UB), Alex Lima (PSB), Fabíola Mansur (PSB) e Fabrício Falcão (PCdoB). Já a quinta indicação poderia partir do próprio governador Rui Costa, que estaria sendo convencido da importância de indicar sua esposa, Aline Peixoto. Como o cenário ainda está bastante impreciso, vamos analisar as reais possibilidades de cada postulante.
Nilo, o último a ser levado a sério
Vamos falar primeiro do ex-presidente Marcelo Nilo, o primeiro a se movimentar, mas o último a ser levado a sério, quando o assunto é a indicação para o TCM. Segundo informações obtidas pela coluna Vixe, na primeira reunião do governador eleitor Jerônimo Rodrigues com a bancada federal, em Brasília, Nilo teria chamado a atenção dos pares para a indicação do seu nome, mas sem ganhar eco entre os novos e os velhos aliados. A mudança de lado na política da Bahia e a derrota de ACM Neto parecem ter contribuído para o isolamento do deputado, que já foi o todo poderoso da Assembleia por longos 10 anos.

Marcelo Nilo
A condição para Alex Lima abrir mão
No rol de deputados estaduais com mandato, quem parece ter mais força hoje é o deputado Alex Lima, que não disputou a reeleição. Integrante do PSB, aparentemente ele teria o apoio da bancada governista e do seu próprio partido. Fato esse que não acalenta a deputada derrotada Fabíola Mansur, que perdeu a eleição e parece ter entrado em rota de colisão com o comando do PSB no estado. Apesar de figurar como favorito, há quem diga que Alex Lima recuaria da disputa em dois tempos, caso a primeira-dama fosse, de fato, indicada. Já o deputado Fabrício Falcão não teria o apoio da base governista, contando apenas com os votos do PCdoB.

Alex Lima
Governista pode indicar primeira-dama
Apesar de não estar colocada no jogo para ocupar a vaga do Tribunal de Contas, há quem diga na Assembleia que o nome mais forte para o cargo seja o da primeira-dama, Aline Peixoto. Deputados de governo e até mesmo de oposição acreditam que bastaria o governador Rui Costa disparar meia dúzia de telefonemas para garantir a indicação de sua esposa. Ontem, inclusive, o Rui afirmou que não faria nenhuma indicação, fato que pode acontecer através de algum deputado aliado. Resta saber agora como o jogo será jogado.

Aline Peixoto
Jerônimo admite que nome pode vir de fora da ALBA
Ontem, inclusive, o governador eleito Jerônimo Rodrigues disse que caberá à Assembleia indicar e aprovar o nome do novo conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios. O próprio governador admitiu que um nome de fora da Legislativo pode figurar na disputa pela vaga. “Natural que haja essa demanda. São pessoas experientes, todas elas. São nomes de dentro da Assembleia, embora possa acontecer algum nome externo. Qualquer nome pode se apresentar como candidato ou candidata àquela casa”, enfatizou, ao emendar que caberá a ele, apenas, a nomeação do escolhido pelos deputados.

Jerônimo Rodrigues
Oposição personificada em apenas um nome
O resultado da última eleição estadual trouxe à tona um novo problema para os integrantes da oposição na Bahia. A derrota do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, mostrou que a força do grupo estava personificada em uma única liderança, leia-se o próprio Neto, o que acabou fragilizando a oposição como um todo. Para pessoas que observam atentamente a política baiana, esse cenário pode e deve ser revertido e aproveitado como uma janela de oportunidades para o surgimento de novas lideranças oposicionistas.

ACM Neto
Três deputados federais no páreo
Como ACM Neto não tem perspectiva de participar de novas disputas eleitorais até 2026, essa lacuna forçará que outros nomes se movimentem no tabuleiro e tentem se viabilizar como alternativa a projetos futuros. Com assento na Câmara Federal e com desenvoltura em Brasília, três nomes despontam como principais possibilidades do grupo: os deputados Elmar Nascimento, Léo Prates e Paulo Azi.

Elmar Nascimento
Novos desafios para os estaduais
Já no âmbito da Assembleia Legislativa, nomes como os de Tiago Correia e Alan Sanches podem ser formados para novos desafios. Como atual líder da oposição, Sandro Régis decidiu sair da liderança do bloco. Resta saber quem assumirá a missão de comandar o grupo contrário ao governo Jerônimo Rodrigues e ampliar o diálogo com os mais de quatro milhões de baianos que votaram no candidato do União Brasil.

Alan Sanches
As possibilidades de Paulo Câmara
Outro parlamentar que sempre foi atuante e teve voz ativa contra os governos do PT, mas perdeu a eleição, é o deputado estadual Paulo Câmara, do PSDB. Suplente do partido, caso o prefeito Bruno Reis não o aproveite numa eventual reforma administrativa, há quem diga que ele tentará uma vaga na Câmara de Vereadores na próxima eleição.

Paulo Câmara
Construção de novos nomes não será tarefa fácil
Um deputado da base do governo lembrou ontem o desabafo feito pelo secretário estadual de Relações Institucionais, Luiz Caetano, após o resultado da eleição, de que os governistas tinham várias lideranças que formavam o grupo. Isso “enquanto na oposição todos do grupo atuavam para fortalecer uma única liderança”. O detalhe, segundo o governista, é que essa construção de novos nomes não será uma tarefa das mais fáceis, mas necessária para a dinâmica da oposição e da própria política na Bahia.

Luiz Caetano
A reeleição de João Gualberto ameaçada?
O resultado da eleição para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa da Bahia, na cidade de Mata de São João, fez alguns observadores da política local questionarem a real capacidade de reeleição do prefeito João Gualberto. Político experiente, ele teve um resultado bem abaixo do esperado no último pleito. Para a Câmara Federal, o tucano só conseguiu transferir para sua candidata Cris Correia pouco mais de 5.700 votos. Já para estadual, Gualberto levou 3.600 para o correligionário Tiago Correia.

João Gualberto
Ex-aliado era o principal adversário
Algumas pessoas próximas a João Gualberto alertaram, inclusive, para o risco de ele perder a eleição. Até então seu principal adversário era o ex-presidente da Câmara de Vereadores, Agnaldo Cardoso, que rompeu na última eleição municipal e alimenta o desejo de gerir o município. Filiado ao PSD, ele aposta na construção de um cenário positivo para 2024, sobretudo, com apoio do empresariado e lideranças locais.

Agnaldo Cardoso
Nova liderança em Mata
No entanto, o resultado da última eleição mostrou que outro nome (que também já foi aliado de João Gualberto), pode se viabilizar na próxima disputa. Trata-se do ex-candidato a deputado federal Paulo Henrique, do PT, que teve 9.152 votos. Jovem, dentista, há quem diga que ele pode vir com força na eleição de 2024, sob as bênçãos do senador Jaques Wagner e do governador eleito Jerônimo Rodrigues.

Wagner e Paulo Henrique
Movimento dos dissidentes foi esvaziado
Presidente de honra do MDB, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima diz que o movimento criado em apoio ao ex-candidato ACM Neto (UB), por prefeitos dissidentes do partido, não existe mais. Nos últimos dias Lúcio disse que “o MDB Resistência”, criado pelos prefeitos de Feira e Itapetinga, Colbert Martins Filho e Rodrigo Hagge, respectivamente, deixou de existir após o resultado da eleição. “Foi um ato meramente eleitoreiro, que o candidato do União Brasil tentou criar para vender uma força que não tinha e com isso atrair adeptos”. No entanto, segundo Lúcio, o resultado das urnas zerou o jogo para os emedebistas.

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