TSE e WhatsApp terão ferramenta contra disparos em massa nas eleições
Quem receber mensagens consideradas suspeitas poderá preencher formulário no site da Justiça Eleitoral
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende aprimorar uma ferramenta criada em parceria com o aplicativo de mensagens WhatsApp para denunciar a prática de disseminação de fake news nas eleições presidenciais de 2022.
De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, a plataforma – uma versão melhorada de um serviço que funcionou nas eleições municipais de 2020 – será lançada no momento em que a Justiça Eleitoral avalia suspender o funcionamento de outro aplicativo de mensagens, o Telegram, por causa da falta de colaboração no combate às informações falsas. A ferramenta não tem representação no Brasil.
Agora, quem receber mensagens consideradas suspeitas poderá preencher um formulário hospedado no site da Justiça Eleitoral. Caso a mensagem seja considerada um disparo ilegal de campanha, a Corte vai requisitar ao WhatsApp que exclua a conta.
Nesse caso, os responsáveis podem ter a conta banida do aplicativo e, caso o TSE conclua que há relação direta com alguma campanha, a candidatura pode sofrer sanções que vão de multa até a cassação.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que vai presidir o TSE neste ano, afirmou que “se houver repetição do que foi feito em 2018, o registro (da candidatura) será cassado e as pessoas que assim fizerem irão para a cadeia por atentar contra as instituições e a democracia no Brasil”.
Segundo levantamento realizado pelo Mobile Time e pela Opinion Box em 2020, o WhatsApp está instalado em 99% dos smartphones do Brasil, mantendo o posto de aplicativo mais utilizado no país.
Ao todo, a empresa diz ter 120 milhões de usuários mensalmente ativos no Brasil. De acordo com o estudo, 88% dos usuários confirmaram já ter recebido algum tipo de fake news pelo app.
Além disso, uma em cada três pessoas adimitiu já ter repassado informações adiante sem checar a veracidade.
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