STF derruba orçamento secreto por 6 votos a 5 e impõe derrota a Arthur Lira
Ricardo Lewandowski votou pela inconstitucionalidade das emendas de relator, e Gilmar Mendes optou pela permanência do esquema, com alterações
O Supremo Tribunal Federal (STF) já tinha formado maioria de votos pela inconstitucionalidade das emendas de relator, que ficaram conhecidas como orçamento secreto. Em seu voto, apresentado na sessão da manhã desta segunda-feira (19), o ministro Ricardo Lewandowski acompanhou a relatora do processo, ministra Rosa Weber, que já havia determinado a ilegalidade do dispositivo.
“Considerando o atual estado da questão em debate nesses autos, ainda que reconheço os avanços alcançados com a aprovação de resolução (pelo Congresso), sobretudo por atender algumas preocupações ventiladas pelos meus pares no curso desse julgamento quanto a maior transparência, proporcionalidade na alocação das emendas do relator geral, entendo que os vícios apontados nas iniciais das ações sob julgamento continuam persistindo, pois a sistemática ainda vigentes para distribuição das verbas orçamentárias afrontam as normas constitucionais que regem a matéria”, disse.
O ministro Gilmar Mendes faz no final da manhã desta segunda-feira a leitura do último voto no julgamento. Ele optou por seguir a divergência e manter as emendas do relator, mas com critérios de transparência e mais distribuição de verbas.
Além da relatora do processo e presidente da Suprema Corte, Rosa Weber, a ministra Cármen Lúcia e os ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Luiz Fux haviam se manifestado pela inconstitucionalidade do orçamento secreto.
Já os ministros Dias Toffoli, André Mendonça, Nunes Marques e Alexandre de Moraes votaram a favor da continuidade das emendas de relator, mas com critérios.
O maior derrotado coma decisão do STF é o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que perde poder e fica em situação desconfortável para negociar com o futuro governo Lula a aprovação da PEC da Transição em troca de espaço na nova gestão.
Transparência
Ao apresentar seu parecer sobre o tema, Lewandowski afirmou que, até o momento, não foram adotadas providências necessárias para uma adequada transparência do processo de repartição da verba orçamentária. Ainda, que não existem mecanismos que possibilitem rastrear as solicitações das distribuições das emendas e execuções.
“Acredito que se faça necessário, notadamente por meio de uma transparência ativa, que se tenha ciência sobre quem são os requerentes ou os parlamentares destinatários do ato do relator geral, de maneira a que seja extirpado da sistemática atual qualquer tipo de sigilo sobre tais informações”, defendeu.
O ministro ressaltou que o projeto de resolução do orçamento secreto aprovado pelo Congresso na sexta-feira (16), que propõe critérios para aumentar a transparência do mecanismo, foi um avanço “significativo” para mitigar a discricionariedade que o relator-geral tem na distribuição dos recursos, mas citou críticas de parlamentares.
“Os próprios parlamentares entendem que a resolução embora tenha apresentado um avanço em relação a sistemática vigente das emendas RP9 não resolvem a questão inteiramente”, disse.
* Matéria atualizada às 15h24
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