Situação de Onyx Lorenzoni é o suspense da vez em Brasília
Um dos primeiros auxiliares do então presidente eleito em 2018, chefe da Casa Civil vê seu poder completamente esvaziado
Em novembro de 2018, quando começou a montar a transição de governo, o então presidente eleito, Jair Bolsonaro, tinha três aliados de primeira hora praticamente certos no ministério. Foi entorno de Paulo Guedes (Economia), general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) que a Esplanada dos Ministérios foi montada para a atual gestão. Responsável por chefiar a Transição, Lorenzoni está a um passo de ser o primeiro do trio de ferro a sair do governo.
Mais do que assistir seus dois auxiliares mais próximos demitidos pelo presidente – o secretário executivo Vicente Santini e o adjundo dele, Fernando Moura – , o chefe da Casa Civil ficou sem a secretaria do Programa de Parceria de Investimentos, agora sob responsabilidade de Paulo Guedes. No ano passado, da pasta dele já haviam sido retiradas a articulação política e a Secretaria de Assuntos Jurídicos, que migraram para as secretarias de Governo e Geral da Presidência, respectivamente.
Em sua coluna do G1, o jornalista Valdo Cruz destaca que, para aliados, o ministro perde praticamente qualquer poder à frente da Casa Civil. De fato, sobrou muito pouca coisa para o ocupante do cargo que em reuniões ministerias costuma sentar ao lado do presidente da República.
Valdo Cruz afirmou, no G1, com base em fontes palacianas, que o aliado de primeira hora terá a prerrogativa de definir se continua ou não no governo. Não é o costume do presidente Jair Bolsonaro delegar a terceiros decisão sobre desligamentos do governo. Mas a dúvida principal é saber se um deputado federal licenciado vai aceitar ser um ministro sem pasta ou preferir voltar para o Congresso.
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