Senado aprova projeto de lei que reajusta salário de servidores públicos federais
Reajuste também contempla servidores da ANM, Funai, das áreas de Tecnologia da Informação, de analistas de política social, entre outros
O Senado aprovou nesta quarta-feira (29), um projeto de lei que prevê reestruturação de carreiras e reajuste de salários para servidores federais, que serão parcelados de 2024 até 2026. A proposta já havia passado na Câmara e vai agora para sanção do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Estão contemplados delegados da Polícia Federal (PF), policiais penais e rodoviários, servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), além de funcionários de áreas de tecnologia da informação e política social do Executivo. Os reajustes já estavam previstos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
O projeto, relatado pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), substituiu uma Medida Provisória (MP) que foi editada pelo Palácio do Planalto em dezembro e perderá efeito na sexta-feira (31). Devido ao tempo curto para análise, o texto foi levado com urgência para o plenário, sem passar antes por comissões da Casa.
Com a aprovação da proposta, os policiais penais, por exemplo, terão reajustes de até 77,15% no fim de carreira, com salários que podem chegar a R$ 20 mil em 2026. Os delegados da PF terão reajuste salarial de 27,48%, com vencimentos de até R$ 41,35 mil daqui a dois anos. Na PRF, o reajuste será também de 27,48% até 2026, com salários de fim de carreira de até R$ 23 mil.
Na mineração, especialistas em recursos minerais passarão a ganhar até R$ 20,4 mil este ano e R$ 22,9 mil em 2026. Hoje, o salário máximo é de R$ 18 mil. Na Funai, os cargos de especialista terão remuneração máxima de R$ 13 mil neste ano, R$ 15 mil em 2025 e R$ 17 mil em 2026. Analista em Tecnologia da Informação receberão até R$ 21,6 mil daqui a dois anos.
“(O projeto) constitui o resultado de um trabalho que vem sido empreendido pelo governo desde o início de sua gestão, no aperfeiçoamento constante da estrutura de pessoal da administração pública federal, que leva em consideração dois pontos fundamentais: a valorização e o oferecimento de condições dignas de trabalho aos servidores públicos e a observância rigorosa dos limites financeiros e orçamentários, em respeito aos contribuintes e aos cidadãos, cujo bem-estar representa o fim último da atuação do Poder Público”, afirmou Jaques Wagner, em seu relatório.
“As medidas propostas revelam-se, como um todo, aptas a promover o aprimoramento da gestão das carreiras e cargos dos órgãos e entidades envolvidos. Os ajustes das estruturas remuneratórias contribuem para tornar os cargos mais atrativos, ampliando a capacidade do Estado de atrair e reter profissionais de alto nível de qualificação, o que tem reflexos positivos na gestão dos órgãos e entidades da administração pública federal”, emendou o líder do governo.
A MP original não previa reajustes de salários para as carreiras de segurança, mas o acordo dessas categorias com o governo foi feito ao longo dos últimos meses. No caso da Funai, haverá uma reorganização de carreiras que pertencem a planos diversos em um único “Plano Especial de Cargos”.
O texto também determina que os servidores contemplados passam a ser remunerados, a partir de 2026, por subsídio, o que permitirá que recebam o salário em parcela única. “Dessa forma, os servidores das Carreiras da ANM terão a mesma remuneração dos servidores das demais agências reguladoras, que já têm retribuição baseada em subsídio desde 2017”, diz o parecer. O projeto também amplia os mandatos da diretoria da ANM, de quatro para cinco anos, com nas demais agências.
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