Pros e Solidariedade anunciam fusão após não atingirem cláusula de barreira
Nova legenda contará com oito deputados, uma senadora e, ao menos, um governador
Os partidos Pros e Solidariedade anunciaram ontem (7), que se unirão na criação de uma nova legenda após ambos não conseguirem atingir a cláusula de barreira. Ainda sem nome, o novo partido terá uma bancada de oito deputados federais, uma senadora e um governador eleito no estado do Amapá. Além disso, Marília Arraes (Solidariedade) disputa o segundo turno em Pernambuco.
Após não atingir a cláusula de barreira, os partidos ficam sem acesso ao fundo partidário e sem o direito de veicular propaganda gratuita em rádio e TV durante as campanhas eleitorais. De acordo com nota conjunta do Pros e Solidariedade, a ideia é a construção de um projeto “democrático que vislumbra, como instrumento político, melhorar a vida das pessoas”.
“Os partidos Solidariedade e Pros anunciam que caminharão juntos. Essa unidade é motivada pela identidade, compatibilidade de valores e visão compartilhada do projeto político nacional”, diz o texto divulgado nesta sexta.
Apesar de garantirem cadeiras na Câmara, Pros e Solidariedade não terão acesso ao fundo partidário e também ficarão sem o direito de veicular propaganda gratuita em rádio e TV.
Os partidos não conseguiram cumprir a “cláusula de barreira” de 2% de votos válidos para deputado federal, distribuídos em ao menos nove estados e Distrito Federal, com mínimo de 1% dos votos válidos em cada um; também não conseguiram eleger 11 deputados em um terço das unidades da federação.
Para ter acesso ao fundo partidário também à propaganda de rádio e TV, é preciso um mínimo de, 2,5% dos votos válidos para a Câmara, abrangendo pelo menos um terço das unidades da federação, com um mínimo de 1,5% dos votos válidos em cada uma, ou eleger ao menos 13 deputados federais em nove estados diferentes ou Distrito Federal.
Racha interno
O comando do Pros, que chegou a lançar o coach Pablo Marçal como candidato à presidência, foi alvo de conflito protagonizado por Eurípedes Jr. e Marcus Holanda, que disputam o comando do partido desde 2019. A nota publicada ontem (7), foi assinada por Eurípedes, que comanda a legenda atualmente.
No pleito presidencial, o partido voltou atrás na candidatura de Marçal – defendida pela ala de Holanda – e apoiou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aliado do grupo de Eurípedes.
*Com informações da CNN Brasil
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