Paulo Azi diz que retorno das coligações partidárias é um retrocesso
Deputado também criticou a tentativa de aprovar o distritão
O deputado federal Paulo Azi (DEM) chamou de retrocesso a aprovação nesta quarta-feira (11) pela Câmara Federal da volta das coligações partidárias para as eleições proporcionais para deputados federais, estaduais e vereadores. Com 333 votos favoráveis e 149 contrários, o dispositivo faz parte da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Eleitoral.
“Entendo que foi um grande retrocesso. As coligações elas desvirtuam o sistema político brasileiro. Ela é a principal responsável por essa proliferação de partidos políticos no país que deformam nossa democracia. Acho que muitos deputados legislaram pensando no seu conforto pessoal para enfrentar as próximas eleições”, avaliou Azi em entrevista ao Portal M!.
Questionado sobre a orientação do partido, Azi, que é presidente estadual do Democratas, disse que nesse tipo de matéria normalmente não há decisão coletiva. Em 2017, 100% dos votos do DEM foi pelo fim das coligações. Neste ano, 62% da legenda votou por sua volta.
“O partido ficou dividido praticamente meio a meio. Não houve uma decisão única em relação a isso. Normalmente esse tipo de votação o partido não tem uma decisão oficial. Tanto que se for ver o resultado houve um equilíbrio da bancada”, destacou.
Ainda de acordo com o deputado, a esperança agora é que a proposta seja rejeitada no Senado Federal. O fim das coligações partidárias foi aprovado em 2017, na busca de reduzir o número de partidos no Brasil e impedir o uso de pequenos partidos como legendas de aluguel.
“A tendência é que o Senado não aprove, principalmente porque a opinião pública é contra. É um sistema que você vota no candidato A e elege o candidato B de um partido que muitas vezes não têm nenhum tipo de relação com o partido do candidato que o eleitor votou”, afirma Azi.
“Nossa esperança é que o Senado não aprove. Nosso sistema atual ele tem o mérito que ao longo do tempo reduza essa quantidade enorme de partidos, que só existe no sistema político do Brasil. Talvez o maior motivo para não permitir a governabilidade é exatamente esse número de partidos e que nós corrigimos na última reforma eleitoral. Espero que o Senado não embarque nessa”, projetou.
Distritão
Azi também comentou sobre a votação da proposta do distritão que foi votada como destaque após um acordo entre as lideranças partidárias e foi rejeitada com 423 votos contra e 35 a favor.
“Fui contra. Mas parece que colocaram o distritão como bode [expiatório] na sala para voltar as coligações. E o que mais me estranhou foi a posição do PT porque foram os votos do PT que terminaram por viabilizar a aprovação das coligações”, disse.
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