Olívia Santana e Bacelar apostam que disputa vá ao 2º turno em Salvador
Ambos fazem um balanço positivo da campanha na capital baiana
A um dia para as eleições municipais, previstas para este domingo (15), os postulantes à Prefeitura de Salvador Fizeram, ao Portal M!, uma avaliação da jornada até aqui, falando sobre as expectativas para o dia do voto, as restrições por conta da pandemia e as críticas ao processo eleitoral.
Embora, segundo número do levantamento A Tarde/Potencial Pesquisas publicado na última quinta-feira (12), Olívia Santana (PCdoB) apareça terceiro lugar, com 7% das intenções – tecnicamente empatada com a candidata do PT, Major Denice (12%) e atrás do primeiro colocado Bruno Reis (DEM) (61%) – a comunista demonstra confiança para chegar ao segundo turno da eleição.
“Subimos muito nas pesquisas internas. A receptividade das pessoas nas ruas e o engajamento orgânico nas redes sociais têm crescido diariamente. Historicamente, as pesquisas eleitorais no nosso estado apresentam margens de erro assustadoras”, contou.
Sobre o uso das mídias sociais na promoção do que foi chamado pela candidata de “engajamento orgânico”, Olívia analisou este processo como uma adaptação de sua campanha às medidas restritivas de combate à pandemia.
“Reforçamos ainda mais os textos e postagens, com linguagem acessível que pudesse dialogar com eleitores de diferentes classes sociais. Diversificamos também os canais de diálogo, utilizando desde o Twitter, que atinge um tipo de público diferenciado e mais político, até o TikTok, que veio com força total para dialogarmos com a juventude. Fizemos também muitas lives em nossas redes para alcançarmos os diferentes segmentos populacionais”, destrinchou.
Apoio de Rui Costa
Olívia Santana, assim como Bacelar, é um dos cinco candidatos a prefeito de Salvador endossados pelo governador da Bahia, Rui Costa. Ao comentar o apoio do petista, a postulante do PCdoB queixa-se que poderia ter tido uma maior participação do governador em sua campanha.
“Como aliados do partido do governador Rui Costa e poderíamos ter tido mais apoio. Com o tempo de TV e rádio reduzido e o pouco aporte financeiro comparado ao suporte recebido pelo candidato Bruno Reis, chega a ser gritante a diferença entre as campanhas. Mas mesmo com todas as dificuldades conseguimos colocar a nossa campanha na rua e chegar à população de Salvador, que hoje tem conhecimento das nossas propostas”, declarou.
Questionada sobre quais seus planos futuros, Olívia Santana reforça o otimismo: “assumir o Palácio Thomé de Souza, em janeiro de 2021, ser a primeira prefeita preta de Salvador e construir, coletivamente, os pilares de um novo pacto social para Salvador.”

Ao avaliar a campanha dos nove postulantes à gestão municipal, o candidato do Podemos ao Palácio Thomé de Souza, Bacelar, reconheceu a presença de projetos relevantes à cidade, mas ponderou a necessidade de Salvador eleger alguém “experiente que seja capaz de recuperar a cidade no pós-pandemia”.
“Por isso, continuo afirmando que sou o mais experiente e mais bem preparado para o cargo. Conheço a cidade muito bem. Assim como os anseios da população. Tenho como objetivo trabalhar pelos bairros e por quem mais precisa, para gerar mais emprego e renda, saúde, educação, cultura e melhorar a mobilidade da nossa capital, principalmente para a grande parcela da sociedade que utiliza o transporte público”, completou o candidato, demonstrando confiança para chegar ao segundo turno do pleito.
Ainda sobre o balanço da campanha, realizada em plena pandemia do novo coronavírus, o representante do Podemos falou que as medidas restritivas de combate à proliferação da doença, que proibiram grandes carreatas com aglomerações de pessoas nas ruas, não o impossibilitou de “sentir o calor” do eleitorado. Ele também disse que a pandemia reforçou o investimento da campanha na comunicação com o eleitorado por meio das redes sociais.
“Ainda assim, durante as nossas ações nos bairros, seguindo todas as medidas de segurança, sentimos o carinho do povo e a vontade de renovação. A cidade está cheia de concreto, de praças mal construídas. Falta um gestor que cuide dos soteropolitanos e ofereça mais qualidade de vida, investimentos na saúde, na educação, mais emprego e renda. É justamente isso que pretendo fazer a partir de 1º de janeiro, quando for prefeito de Salvador”, completou.
Críticas
Se as medidas restritivas contra o coronavírus não foram encaradas como um problema à campanha de Bacelar, o tempo de propaganda na televisão e rádio, sim. Seu partido, o Podemos, teve de apresentar as propostas de Bacelar em apenas 35 segundos. Aliada a esta questão, o representante do Podemos criticou o cancelamento de debates televisivos durante a campanha elencada por ele como “principal queixa”.
“Entendo que o encontro entre os candidatos é a oportunidade para dialogar, apresentar propostas e soluções. A falta de desse espaço acaba afetando nós, candidatos que temos pouco tempo no horário eleitoral gratuito, e também a população, que deixa de conhecer o nosso posicionamento sobre determinados temas”, explicou.
Salvador menos desigual
Se eleito neste domingo (15), o candidato Bacelar falou em trabalhar para combate a desigualdades social em Salvador. “Vamos fazer uma gestão que olhe pelos bairros, que ofereça mais oportunidades aos jovens e as mães chefes de família, que oferte mais empregos e qualidade em áreas essenciais como a saúde e a educação. Ou seja, que transforme Salvador em uma cidade menos desigual”, prometeu.
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