Novo governador da Bahia atribui fortalecimento de seu nome a Lula e a boa gestão de Rui Costa
Jerônimo disse que não vai mais falar de 4 milhões de votos, mas de 15 milhões de habitantes
Não era para menos que a influência do governo de Rui Costa e de Lula ajudasse na campanha e fortalecimento do nome de Jerônimo Rodrigues. Não muito conhecido, ele venceu as eleições e vai assumir o novo cargo de governador em 1º de Janeiro de 2023. Durante entrevista na rádio Nova Brasil FM desta sexta-feira (4), o petista agradeceu os mais de 4 milhões de votos, mas disse que a partir de agora ele governa para mais de 15 milhões de baianos.
“Agradeço os votos que tive em cada canto da Bahia, mas depois que o TRE [Tribunal Regional Eleitoral] divulgou o resultado das eleições, disse que não ia mais falar de 4 milhões de votos, mas de 15 milhões de habitantes. Isso passou depois daquele dia [30 de outubro]”, disse em entrevista com o editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, no programa Nova Manhã.
“Então, hoje, eu olho para a totalidade que pode ter certeza que procurarei ter articulações com a Assembleia Legislativa, com as prefeituras, inclusive com a banda “A” e banda “B””, completou Jerônimo.
De acordo com o petista, além dele, Lula, que é o novo presidente eleito do Brasil, também reconheceu a força eleitoral que o estado tem sobre as gestões do Partido dos Trabalhadores. Além do estado baiano, as demais federações da região Nordeste têm grande peso ao longo dos últimos anos.
Segundo levantamento feito pelo Metrópoles, com a vitória de Lula, o Nordeste elegeu três presidentes que juntos somam 19 anos no poder do Palácio do Planalto, desde a redemocratização do país, em 1985. Ao todo, foram nove eleições até 2022 e dos demais presidentes do Sudeste que juntos totalizaram 22 anos. Centro-Oeste, Norte e Sul nunca elegeram um candidato.
“Eu estive com Lula essa semana e ele me disse que reconhece a votação que a Bahia deu para ele. E isso foi um fator importante para mim que também tinha um desconhecimento. Lula e o 13 foram fatores determinantes junto com a avaliação positiva de Rui Costa. Isso tudo ajudou o meu nome a ser reconhecido em toda a Bahia”, disse ainda pontuando que o novo mandatário do Planalto vai traçar um governo junto às demandas da Bahia como gratidão e reconhecimento aos 69,73% equivalentes a 5.873.081 de votos contra 24,31% de Jair Bolsonaro, equivalentes a 2.047.599 votos.
Durante a entrevista, sem citar nomes, Jerônimo criticou os concorrentes ao pleito e a oposição ao governo petista, que está há 16 anos no poder da Bahia. “Tivemos uma oposição retrógrada, que é um modelo de política que a Bahia já reprovou, um modelo de arrogância e individualismo”, falou ainda revelando ter virado a página: “Agora é passar a esponja nas coisas que não servem que não vão nos ajudar na política”.
Um “tempo” na relação
No ritmo da análise, o governador falou do jogo de cadeiras que os prefeitos tocaram no período de campanha. Em uma analogia de um relacionamento, ele pediu um “tempo” na relação de prefeitos e partidos que eram de base do governo e migraram para o rival e então concorrente ACM Neto (União Brasil).
“É como se ter um relacionamento de amor, amizade e em algum momento essa pessoa desfaz essa relação e você precisa de um tempo para amadurecer. As eleições acabaram domingo e a gente não tem nem oito dias”, pontuou.
“Aqueles que vieram no primeiro turno como o PP caminharam com a gente no segundo turno e depois vieram alguns outros que não estavam conosco. Esses, a gente conversou sobre um pacto de conteúdo sobre os temas que nos interessam como educação, saúde e segurança pública. Não houve em nenhum momento acordo de cargos e interesses. Conversamos sobre uma plataforma de temas”, completou Jerônimo.
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