“Nossa conta não fecha há cinco anos”, protesta sindicalista sobre previdência estadual
Entidades de servidores estaduais apresentam na tarde desta sexta-feira pontos que questionam na reforma da Previdência do executivo baiano
Duas entidades de servidores estaduais entregam, na tarde desta sexta-feira (10), um conjunto de questionamentos à reforma da Previdência do governo baiano. A reunião aconteceu na sala do líder do governo na Assembleia Legislativa, Rosemberg Pinto (PT). “Nossa conta não fecha há cinco anos”, protestou o presidente da Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia (AFPEB), Carlos Kruchewsky.
A declaração é uma resposta ao dado apresentado pelo executivo na mensagem do projeto de lei que altera regras como pensão para filho estudante universitário, alíquota e abono de permanência. O governo baiano alegou que o déficit previdenciário pode chegar a R$ 4,6 bilhões neste ano sem as alterações enviadas ao legislativo – há ainda uma Proposta de Emenda à Constituição que trata de idade mínima e tempo de contribuição.
“Mas a balança tem que ter os dois pratos. Falta o prato do funcionalismo. São cerca de 300 mil famílias de servidores, entre ativos e inativos, passando aperto financeiro, com cinco anos sem reajuste”, afirmou o dirigente.
O sindicalista destaca que em governos anteriores, de diferentes correntes partidárias, havia reajuste.
Os pontos questionados pelos servidores estão relacionados à idade mínima e ao tempo de contribuição para aposentadoria; às regras de transição; à fórmula dos cálculos de tributação dos inativos e às aposentadorias especiais, sobretudo as de professores e professoras.
Representantes da Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab), pelo lado dos servidores, e a secretária estadual de Relações Institucionais, Cibele Carvalho, também participam do encontro na Liderança do governo. Conforme Kruchewsky, a categoria vai esperar a resposta sobre a pauta apresentada antes de decidir por novas manifestações. “Queremos o diálogo para podermos alcançar o senso comum.”
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