“Nacionalizar a eleição é desculpa de quem não está conseguindo dialogar com o povo”, diz Cacá Leão
Assim como Neto, Cacá defendeu sua atuação com os últimos três presidentes: Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL)
Cacá Leão (PP), pré-candidato a senador, levantou a mesma bandeira de ACM Neto (União Brasil) sobre a disputa presidencial nas eleições deste ano. Para ele, “os adversários tentam a todo momento nacionalizar essa disputa. Eu acho que a forma certa de se fazer é discutir a Bahia, é o que a gente está fazendo”, disse em entrevista ao editor chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, no jornal A Tarde.
Neto disse durante os festejos da Independência da Bahia no último sábado (2), que o “eleitor tem liberdade para casar o voto com quem ele quiser”, referindo-se a um questionamento sobre seu apoio ao pré-candidato a presidente, Ciro Gomes (PDT). Do mesmo modo, Cacá tirou de escanteio e afirmou defender os interesses dos baianos, independente do próximo presidente eleito.
“A gente não sabe quem vai ser o presidente da República escolhido pelos brasileiros para governar o país a partir do ano que vem. Então, o que eu tenho defendido, o que eu defendo e o que eu discuto é que quem seja o presidente da República escolhido pelos brasileiros, se eu tiver oportunidade de estar no Senado, com qualquer um que seja, eu vou defender os interesses do estado”, disse Cacá.
Assim como Neto, o progressista defendeu sua atuação com os últimos três presidentes: Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). “Eu já vivi, já tive oportunidades de conviver como deputado com três presidentes da República diferentes. Com Dilma, com Temer e agora com o presidente Bolsonaro. E com todos eles, eu consegui cumprir o meu papel, e como senador não será diferente. A gente vai buscar fazer esse enfrentamento, esse diálogo, e assim vai ser também na eleição de governador”, pontuou o deputado.
Para ele, não vai ser o próximo presidente que vai resolver os problemas da Bahia, mas, sim, o próximo governador. “É quem estiver sentado na cadeira de governador que vai ter a responsabilidade e o compromisso de tomar as decisões e de resolver os problemas que afligem as baianas e os baianos. Então, essa questão de nacionalizar a eleição é desculpa de quem não está conseguindo dialogar com o povo, não está conseguindo ter o apoio do povo e busca se abraçar com padrinhos políticos. O nosso padrinho é o povo da Bahia”, falou.
Questionado sobre o PP fazer parte do governo Bolsonaro e se tal relação aproxima ACM Neto do atual presidente e de suas políticas bolsonaristas, Cacá descartou a ideia e refutou o pensamento com liberdade que a legenda tem em tomar suas decisões no estado baiano.
“De maneira nenhuma. Até porque a gente sempre teve liberdade no estado para tomar as decisões que a gente sempre quis. Foi assim em todas as últimas eleições. Em 2018, por exemplo, o nosso partido acabou indicando a candidata a vice na chapa do Geraldo Alckmin, que foi a senadora Ana Amélia que foi a vice de Alckmin nas eleições de 2018. E aqui na Bahia o partido tomou uma decisão diferente e optou por fazer o apoio ao Fernando Haddad. Então, essa liberdade a gente vai ter também agora na eleição de 2022 para tomar e decidir qual o melhor caminho para o Progressistas da Bahia sem nenhum tipo de vínculo com a decisão nacional do partido”, posicionou.
Como vai ser a condução na chapa majoritária? Você vai ajudar a atrair votos para o candidato ao Governo? Será o oposto, Neto vai te puxar e te tornar mais conhecido do grande público?
Desde que assumiu a pré-campanha no lugar do pai, João Leão, em maio, de lá para cá, Cacá Leão sempre apareceu atrás nas pesquisas, perdendo por, pelo menos, 25 pontos para Otto Alencar (PSD) que retém aproximados 35% das intenções de votos podendo chegar até 41% para a reeleição. A dúvida que circula pelos bastidores é sobre quem vai atrair mais votos, se o deputado vai granjear eleitores para o ex-prefeito de Salvador ou ao contrário pelo fato de Neto ser mais conhecido.
“A gente se completa. Na verdade, a Bahia inteira sempre soube da amizade que eu sempre nutri com ACM Neto, e agora poder fazer política ao seu lado tem sido um prazer muito grande. Ver ainda mais de perto as suas qualidades, um cara que fez as transformações na cidade de Salvador, no momento em que a cidade estava desacreditada, a população tinha perdido, inclusive, a credibilidade nos políticos, e poder caminhar pela Bahia e ver e ouvir dos baianos que esperam que essa mesma transformação, que essa mesma realidade que o povo de Salvador pode viver, que seja vivido na Bahia a partir do ano que vem, e eu caminhando ao seu lado”, explicou.
“É óbvio que ele é muito mais conhecido do que eu, tem muito mais bagagem na política do que eu, tem mais conhecimento, está há mais de um ano fazendo essa caminhada pela Bahia, conversando e dialogando com os baianos, mas a gente tem se completado muito, acho que a vinda do Progressistas deu também uma força à musculatura política muito grande para essa pré-campanha, para esse movimento que a gente tem feito. E, como eu disse já anteriormente, tem sido muito gratificante poder fazer esse percurso, ser o pré-candidato a senador na chapa do pré-candidato a governador ACM Neto”, emendou.
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