Ministros baianos participam de governos federais desde a redemocratização
No terceiro mandato de Lula, a partir de 2023, cinco nomes estão sendo cotados
Baiano não nasce, estreia. A frase é perfeita para falar dos ícones culturais do estado, mas a Bahia costuma também exportar para a Esplanada dos Ministérios.
Para compor o futuro governo Lula, a partir de 2023, cinco baianos são citados como possíveis titulares de pastas: do governador Rui Costa, que termina o mandato no dia 31 de dezembro, à cantora Daniela Mercury.
Os nomes devem ser definidos em 15 dias, como já sinalizaram membros do grupo de transição. Outros cotados são Juca Ferreira e os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD).
Os ministérios especulados são Casa Civil, Defesa e Cidades e Cultura.
Dos nomes citados, Juca e Wagner já foram ministros. O primeiro de Cultura nos governo Lula e Dilma. Wagner exerceu o comando da Casa Civil, Defesa, Trabalho e Relações Institucionais, nos governos do PT.
Desde a redemocratização, em 1985, outros baianos arriaram as malas em Brasília. No governo José Sarney, o ex-senador e ex-governador Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007, foi ministro das Comunicações; Waldir Pires, da Previdência Social; Prisco Viana, da Habitação.
No primeiro governo eleito por voto popular a partir da redemocratização, a gestão de Fernando Collor de Mello contou com Eraldo Tinoco, no Ministério da Educação. O governo Itamar Franco contemplou Juthay Jr., na pasta de Bem Estar Social.
Os governos de Fernando Henrique Cardoso contaram com Raimundo Brito e Rodolpho Tourinho (Minas e Energia), além de Waldeck Ornellas (Previdência Social).
Nas duas gestões de Lula, Jaques Wagner assumiu pastas, como Trabalho e Relações Institucionais. Gilberto Gil e Juca Ferreira assumiram a Cultura, em épocas diferentes. Geddel Vieira Lima comandou o Ministério da Integração Nacional, enquanto Waldir Pires e Jorge Hage foram ministros da Controladoria-Geral da União.
Juca também foi gestor da Cultura no governo Dilma Roussef. Nos estertores da gestão da petista, Wagner assumiu, assim como no mandato de Lula, duas pastas – Casa Civil e Defesa.
Com o impeachment de Dilma, o vice Michel Temer assumiu o governo e o ex-prefeito de Salvador, Antônio Imbassahy, assumiu o Ministério de Governo. Já a jurista Luislinda Valois foi ministra dos Direitos Humanos.
Na gestão de Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal radicado na Bahia, João Roma, foi ministro da Cidadania.
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