João Gualberto critica Jacques Wagner por voto contrário ao projeto que limita ICMS dos combustíveis

Para o prefeito de Mata de São João, o senador fala que “defende o pobre e vota contra uma medida que vai baixar o preço do combustível”


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Bruno Brito 15/06/2022 07:00 Política

Em entrevista ao Portal M!, na noite de terça-feira (14), o prefeito de Mata de São João, João Gualberto Vasconcelos (PSDB), criticou o senador Jacques Wagner (PT),pelo voto contrário ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022, que limita a aplicação de alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo.

Segundo Gualberto, o senador “fala tanto que defende o pobre e vota contra uma medida que vai baixar o preço do combustível”. Ele acrescentou que Wagner tem que justificar o motivo do seu voto.

“Na verdade, é um teto do ICMS em 17%. Não é nada demais. E depois, quando se aumenta o consumo, aumenta o imposto que vai arrecadar. Se hoje o imposto é 25%, cai para 17%, vai arrecadar mais, porque o consumo vai aumentar. Wagner fala tanto que defende o pobre e vota contra uma medida que vai baixar o preço do combustível, que toda a cadeia de alimentação depende, ou seja, deve baixar o preço dos alimentos em seguida. Ele tem que justificar por que fez isso”, afirmou durante o evento de lançamento da pré-candidatura de Cris Correia (PSDB) a deputada federal, em Mata de São João.

O projeto foi aprovado na noite de segunda-feira (13) no Senado, e fixa a alíquota do ICMS em um patamar máximo de 17%, valor que não é praticado pelos estados atualmente. O texto também prevê a compensação das  perdas de receita dos estados pela União.

O prefeito de Mata de São João defendeu ser necessária alguma ação para conter os elevados preços de combustíveis e gás de cozinha.

“Todos sabem que o valor do combustível aumentou muito, então tem que fazer alguma coisa. Neste momento, o povo não está aguentando pagar o preço do botijão de gás, dependendo de cidade ou estado, são R$ 120 ou R$ 140. Então não tem como, tem que dar um basta, parar um pouco’, disse.

Ele também criticou as recentes aprovações de pisos salariais e de leis “oportunistas” em Brasília. O prefeito, no entanto, não citou quais seriam elas.

“O Governo Federal tem que ver como vai fazer, está tendo muito aumento de piso salarial. Hoje é fácil fazer demagogia em Brasília, e depois vamos ver quem vai pagar essa conta. Um monte de aprovações de leis oportunistas, mais em função do calendário eleitoral do que outra coisa, e que vai complicar o futuro”, critica.

 

Eduardo Leite

João Gualberto também comentou a retirada do nome de Eduardo Leite (PSDB) da corrida presidencial. De acordo com ele, o ex-governador e pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Sul não perdeu as prévias “da maneira que deveria ser”.

“Primeiro lugar, acho que as pessoas não gostam de falar, eu falo tudo como deve ser. Ele não perdeu as prévias, perdeu de uma maneira que não devia ser. Ele sabe que o partido, a grande maioria iria votar nele. São Paulo votou em Doria para ficar livre dele, para eleger Rodrigo Garcia como candidato. O partido queria Eduardo Leite, não teve nada de imaturidade. Ele tinha certeza de que ia ganhar as prévias. Nos últimos dias, teve uma reviravolta, nada republicano o que fizeram lá, principalmente a turma de São Paulo”, revelou João Gualberto.

Já sobre a pré-candidatura de Eduardo Leite ao Governo do Rio Grande do Sul, o prefeito de Mata de São João apontou que é uma posição “nobre”, mesmo após ter deixado o cargo quando tentou ser o candidato do PSDB à Presidência da República.

“Acho que é nobre a posição dele. O politico sempre fala que o povo pede. No caso dele, o PSDB está implorando para ele ser candidato, e o povo do Rio Grande do Sul. Se ele não fosse candidato, o vice dele e atual candidato perderia a eleição, então o grupo politico quer que ele seja candidato, e ele vai ganhar a eleição. É muito bom pro Rio Grande do Sul e pro Brasil”, concluiu.  

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