Em depoimento à PF, Ibaneis diz que Exército impediu retirada de acampamento de golpistas
“Espero ter deixado claro que não tive envolvimento, seja por ação ou omissão”, afirma governdor afastado do DF sobre os ataques do último domingo (8)
O governador afastado por 90 dias do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), declarou à Polícia Federal que o Exército impediu a remoção do acampamento de manifestantes radicais em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.
Em depoimento prestado espontaneamente nesta sexta-feira (13) sobre os atos golpistas do último domingo (8), Ibaneis afirmou que o procedimento de remoção começou no dia 29 de dezembro, “mas foi sustado logo no início por ordem do Comando do Exército”. As informações são do Metrópoles.
O governador afastado contou que algumas barracas chegaram a ser retiradas, mas o DF Legal, auxiliado pela Polícia Militar, “não conseguiu terminar todo o trabalho de retirada em razão da oposição das autoridades militares”.
Segundo Ibaneis, a equipe de transição do Governo Federal “tinha conhecimento da oposição do Exército na retirada dos acampamentos”.
“O GDF trabalhou ativamente e com êxito na segurança da posse presidencial e posteriormente foi sentido um movimento natural de desmobilização, que foi apoiado pelos órgãos do Distrito Federal”, relatou o emedebista.
Ibaneis disse ainda que não tem acesso ao planejamento de segurança da Polícia Militar do DF. Ele acrescentou que recebeu mensagem do ministro da Justiça, Flávio Dino, “relatando preocupação com a chegada de vários ônibus com manifestantes”, no sábado (7), véspera dos ataques.
Ibaneis afirmou que ligou para Anderson Torres, então secretário de Segurança Pública, e soube que ele estava nos Estados Unidos. Segundo o governador afastado, o secretário titular passou o contato do interino, Fernando de Souza Oliveira, que tranquilizou Ibaneis, “afirmando haver informes de que os manifestantes estavam chegando pacificamente ao QG do Exército para a manifestação do dia 8/1”.
Ibaneis traçou uma linha do tempo do dia 8 de janeiro, quando ocorreram os atos terroristas. Ele informou à PF que recebeu manifestação durante o dia do secretário dizendo que “o clima estava bem ameno”.
Às 15h39, Ibaneis disse que determinou a Fernando Oliveira colocar todo o efetivo da polícia na rua e determinou “tirar esses vagabundos do Congresso” e prender “o máximo possível”.
Revolta e surpresa
Ibaneis declarou à PF que ficou “absolutamente surpreendido” com a falta da resistência exigida para a gravidade da situação por parte da PMDF. Ele disse que não quer e não pode generalizar esta afirmação, mas ficou “revoltado” quando viu cenas de alguns PMs confraternizando com os golpistas.
O governador afastado afirmou que “houve algum tipo de sabotagem” que a investigação em andamento deverá esclarecer. Segundo Ibaneis, a exoneração de Anderson Torres se deu porque ele estava ausente do país no momento do “trágico acontecimento” e, portanto, perdeu a sua confiança.
O STF determinou a prisão de Anderson Torres, que permanece nos Estados Unidos, e do então comandante-geral da PMDF, coronel Fábio Augusto Vieira.
Palavra da defesa
Ibaneis Rocha prestou depoimento à Polícia Federal nesta sexta sobre as invasões e depredações do Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e Palácio do Planalto, ocorridas no último domingo.
Ele deixou a sede da PF depois de três horas. “Respondi a todos os questionamentos e espero ter deixado claro que não tive qualquer envolvimento, seja por ação ou por omissão, com os fatos ocorridos no domingo”, declarou Ibaneis Rocha. As informações são da coluna Grande Angular, do Metrópoles.
Em nota, os advogados de defesa de Ibaneis, Cleber Lopes e Alberto Toron, ressaltaram que o govenador afastado “sabia da experiência e treinamento da PMDF e foi uma verdadeira surpresa a inexistência de efetivos em número suficiente para conter os vândalos e, pior, que alguns PMs se confraternizaram com os manifestantes”.
Entenda o caso
O governador do DF, afastado por 90 dias, pediu ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, para prestar depoimento no âmbito do inquérito que investiga os atos antidemocráticos.
A defesa de Ibaneis afirmou a Moraes que o governador, “considerando a gravidade da medida cautelar imposta de afastamento do cargo”, desejava ser ouvido para “esclarecer todas as circunstâncias acerca do procedimento do Governo do Distrito Federal relativamente aos fatos ocorridos no último domingo, dia 08”.
Foi a primeira vez que Ibaneis Rocha depôs à Polícia Federal após bolsonaristas radicais invadirem e depredarem as sedes dos três Poderes.
Íntegra da nota da defesa
“O governador Ibaneis Rocha, espontaneamente, compareceu na data de hoje na Superintendência da Polícia Federal em Brasília para prestar esclarecimentos a respeito dos trágicos acontecimentos ocorridos no último dia 08 no Distrito Federal.
Além de ter respondido a todas as indagações que lhe foram formuladas pela autoridade, teve a oportunidade de rechaçar definitivamente qualquer ideia de que tivesse alguma conivência com o vandalismo antidemocrático verificado no domingo. Sabia da experiência e treinamento da PM DF e foi uma verdadeira surpresa a inexistência de efetivos em número suficiente para conter os vândalos e, pior, que alguns PMs se confraternizaram com os manifestantes.
O governador espera que todo o ocorrido seja cabalmente apurado e as responsabilidades fiquem demonstradas”.
* Matéria atualizada às 18h08
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