Em atos antidemocráticos, bolsonaristas protestam diante de sedes militares na Paralela e na Mouraria
Mobilizações ilegais pedem intervenção militar também em cidades do interior baiano e outros estados neste feriado de Finados (2)
Bolsonaristas protestam contra o resultado das eleições, nesta quarta-feira (2), e pedem intervenção militar, o que é inconstitucional e antidemocrático. Um dos pontos de manifestação foi a marginal da Avenida Luís Viana Filho, a Paralela, em frente ao Batalhão de Polícia do Exército. O outro foi em frente ao Quartel da Mouraria.
Em vídeos que circulam na internet, é possível ver pessoas vestidas de verde e amarelo ocupando as vias e cantando o Hino Nacional. A Transalvador informou que o trânsito segue livre nas duas regiões.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que está acompanhando as manifestações, que ocorrem de forma pacífica.
Militantes bolsonaristas também participam de atos em frente ao quartel do Exército de Feira de Santana e nas BRs 020, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste, e 101, em Itamaraju, no extremo sul.
Os atos ocorrem três dias depois do segundo turno das eleições, que deram a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL), na disputa da Presidência da República.
Vestidos de verde e amarelo e carregando a Bandeira Nacional, os manifestantes no interior do estado também pleiteiam intervenção federal e são contrários ao resultado das eleições de domingo.
Em conversa com a reportagem da TV Globo, na manhã desta quarta, o procurador da República de Minas Gerais, Patrick Salgado, alertou que esse tipo de pedido é crime. Ainda segundo ele, informações falsas são passadas em relação ao Artigo 142 da Constituição Federal.
“O importante é que as pessoas saibam que é crime incitar a animosidade das Forças Armadas contra as instituições, contra os poderes constituídos, contra a democracia. Então você pedir, por exemplo, intervenção militar de modo acintoso é crime, é crime você usar de violência contra a democracia, é crime você usar de violência contra o estado democrático. São figuras típicas do Código Penal”, explicou.
Salgado pontuou que, às vezes, o cidadão é conduzido pela emoção para tentar desfazer o processo democrático, mas alertou que “esse é o caminho ilícito, caminho de um bandido, de um criminoso”.
“Você deve buscar os meios lícitos, se você não está satisfeito com o processo democrático, procure seu deputado federal para que ele, na próxima legislatura, promova alteração na legislação eleitoral”, completou.
Atos em outras capitais
Militantes apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) também participam de atos diante de sedes militares em São Paulo e no Rio de Janeiro. Há registro de manifestações também em outros estados, como Santa Catarina, Distrito Federal e Minas Gerais.
Inconformados com a vitória nas urnas do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os bolsonaristas pedem “intervenção militar” ou “intervenção federal”, citando uma leitura distorcida do Artigo 142 da Constituição, e a anulação das eleições presidenciais.
Vestidas de verde-amarelo, milhares de pessoas pedem “intervenção federal” em frente ao Comando Militar do Sudeste, na região do Ibirapuera, em São Paulo. Por volta das 11h, manifestantes tomavam as duas faixas da Av. Sargento Mário Kozel Filho. Quase duas horas depois, já ocupavam parte da Av. Pedro Álvares Cabral.
A Secretaria de Segurança Pública paulista informou que não há balanço de quantas pessoas participam da manifestação, mas destacou que ali fica o único ponto de manifestação na capital paulista.
Os bolsonaristas puxavam gritos de “Fora PT” e “intervenção federal”. A multidão que se reúne na região do Ibirapuera pede provas da lisura do processo eleitoral e defende uma intervenção ora “militar” ora “federal” baseada equivocadamente no Artigo 142, que trata sobre as atribuições das Forças Armadas. Em nenhum dos artigos da Constituição, no entanto, há brecha para qualquer ação que altere a decisão tomada nas urnas.
Já no Rio de Janeiro, um grupo de bolsonaristas ocupa a praça em frente ao Comando Militar do Leste (CML) e uma faixa da Avenida Presidente Vargas, principal via da capital fluminense. O ato é acompanhando por agentes da Guarda Municipal e pela Polícia Militar. Questionada, a PM afirmou que não faria estimativa da quantidade de pessoas presentes.
O grupo se reúne em frente ao Palácio Duque de Caxias, sede organizacional das Forças Armadas, que abrange Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Os manifestantes chegaram ao local por volta das 8h com faixas e cartazes por “intervenção militar” e bandeiras do Brasil.
“Temos o artigo 142, mas sabemos que para ele ser colocado em prática precisaria passar pelo Congresso. O outro lado vai acabar com a gente. Não queremos virar Venezuela. Militares, nos ajudem. Todo poder emana do povo”, diz uma das organizadores do ato. Sob gritos de “eu autorizo”, ofensas a Lula e entoando hinos militares e religiosos, o grupo protesta sob chuva fina.
Cerca de 500 pessoas se reúnem diante do Comando da Primeira Divisão de Exército, na Vila Militar (zona oeste) para pedir intervenção militar.
A maioria dos manifestantes usa camisa da Seleção Brasileira e ostenta bandeiras do Brasil. A reportagem contou duas faixa e quatro cartazes pedindo intervenção militar. O grupo alterna cantos e coros – o Hino Nacional é repetido com frequência, e às vezes interrompido por coros como “a nossa bandeira jamais será vermelha” e “sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”
Um homem usa um megafone para pedir intervenção militar: “O povo conclama, o povo exige. Só as Forças Armadas podem salvar o Brasil”, disse à reportagem, sem se identificar. Os militares em serviço observam a manifestação e pedem aos manifestantes que se concentrem numa calçada.
“Minha mulher está doente e pediu que eu ficasse com ela, mas hoje não dá, eu tinha que vir aqui. É questão de vida ou morte para o Brasil”, afirmou um manifestante que se identificou apenas como João, militar reformado de 63 anos.
* Com informações do Portal G1
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