Diretor do Instituto Brasil-Israel repudia uso da bandeira israelense por Michele Bolsonaro
“A primeira-dama conclui o papel que vem exercendo de transformar o ato político em uma missão religiosa”, diz
Neste domingo de eleição (30), a primeira-dama Michelle Bolsonaro compareceu às urnas vestida com uma camiseta estampando a bandeira de Israel. Para Daniel Douek, diretor do Instituto Brasil-Israel (IBI), “ao votar vestindo uma camiseta com a bandeira de Israel, a primeira-dama conclui o papel que vem exercendo na campanha do marido de transformar o ato político da escolha de um candidato em uma missão essencialmente religiosa”.
Douek ainda ressalta que, “o símbolo não representa nem traduz a similaridade de valores entre os dois países, ainda mais quando questões antidemocráticas estão em jogo”.
Desde sua primeira campanha eleitoral para presidente, Jair Bolsonaro (PL) utilizava do símbolo de Israel para associar sua imagem ao conservadorismo, o que, para o diretor do IBI, “já surpreende, uma vez que o país do Oriente Médio adota medidas mais progressistas no campo dos costumes, como acesso ao aborto, proteção de direitos a pessoas LGBTs e o controle rígido de armamentos.”
Além disso, trata-se de um local cosmopolita, “onde abriga uma das maiores paradas gays do mundo, lidera na aplicação medicinal de cannabis, já descriminalizou a posse de maconha, tem uma legislação bastante flexível sobre o aborto, ou seja, pensamentos totalmente contraditórios aos do presidente Bolsonaro”.
Para além da tentativa de mostrar similaridade inexistente em alguns temas, Douek também destaca que o costume de uso da bandeira de Israel cria confusões entre judeus e apoiadores de Bolsonaro.
“A comunidade judaica brasileira possui cerca de 120 mil pessoas e é plural. Existe judeu rico e judeu pobre, judeu branco e judeu negro, judeu de direita e judeu de esquerda. O uso da bandeira de Israel, assim, tem menos a ver com a comunidade judaica do que com apoiadores evangélicos do presidente, pelo lugar que o país ocupa em sua doutrina religiosa”.
A tese é reforçada por Michel Gherman, historiador e assessor acadêmico do IBI, coordenador do Niej (Nucleo de Estudos Judaicos da UFRJ) e autor do livro “O não judeu judeu, a tentativa de colonização do judaísmo pelo bolsonarismo”.
Para ele, “trata-se de uma Israel imaginária esta que o Bolsonarismo cultua, a Israel armada, branca, cristã fundamentalista e ultra-capitalista. É uma Israel que se estabeleça como barreira contra a expansão do Oriente e que seja vista com uma gramática profundamente vinculada à ausência do judeu de verdade, que é múltiplo, diverso, contraditório, que vota na direita mas também na esquerda exercendo a mais ampla democracia”, destaca Gherman.
Mais Lidas
Nenhuma postagem encontrada.
Política
Sem Bolsonaro, manifestação contra Lula e Moraes fica esvaziada
Ministro da Guerra israelita, Benny Gantz, renuncia ao cargo
Conservadores lideram eleições para o Parlamento Europeu na Alemanha
Gilmar interrompe julgamento que pode levar Collor à prisão
Ministra da Argentina diz não saber sobre foragidos do 8 de janeiro
Nem todas as áreas se resolvem com liberalismo, diz Silveira
Últimas Notícias
Defesa Civil alerta para novas chuvas no RS nesta semana
De acordo com o comunicado, tanto a Defesa Civil quanto a Sala de Situação do estado monitoram o avanço de uma frente fria
Sem Bolsonaro, manifestação contra Lula e Moraes fica esvaziada
Ato reuniu um número mais tímido de pessoas do que os convocados pelo próprio ex-presidente
Goleada do Cuiabá sobre Criciúma deixa Vitória na lanterna do Brasileirão
Foi a primeira vitória da equipe mato-grossense na competição
Kleber Bambam diz que foi ‘o maior fenômeno do BBB no geral’
Influencer venceu a primeira edição do reality, em 2002
ANS cobra esclarecimentos de plano de saúde sobre suspensão de vendas
A partir de 1º de julho, os clientes da Golden Cross passarão a ser atendidos na rede credenciada Amil
Em partida contra o México, Endrick iguala recordes de Pelé, mas rejeita comparações
Atleta marca com a camisa da Seleção Brasileira em três jogos consecutivos antes dos 18 anos
Prefeituras da Bahia receberão primeiro repasse do FPM de Junho com alta de 30%
Valor supera expectativas e impulsiona os cofres municipais
Lulu Santos tem “plena recuperação” após crise de gastroenterite, diz boletim
Previsão é que cantor tenha alta nesta segunda-feira (10)
Após derrota, o presidente da França dissolve parlamento e antecipa eleições legislativas
Em resposta a resultados desfavoráveis nas eleições do Parlamento Europeu, Macron busca renovar a Assembleia Nacional com novas eleições
Bahia Farm Show começa nesta segunda com expectativa de público recorde
Solenidade de abertura contará com a presença de autoridades e representantes do agronegócio nacional