Deyvid Bacelar alerta que combustíveis e gás de cozinha poderão ficar ainda mais caros
Coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros diz que Bolsonaro tenta “ludibriar” a população ao relacionar alta de preços ao ICMS
O baiano Deyvid Bacelar, coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros, a maior representação da categoria em âmbito nacional, disse ao Portal M! que combustíveis e gás de cozinha “poderão ficar ainda mais caros, seja para a população, seja para a indústria, que consome uma série de derivados da refinaria”. Bacelar informar ainda que “só este ano, a Petrobras subiu 51% a gasolina e 40% o gás de cozinha e o diesel”.
“O que tanto o Bolsonaro quanto o general Silva e Luna tentam fazer é enganar, ludibriar a população brasileira, quando dizem que a culpa pelo aumento dos combustíveis é do ICMS. Vou dar um exemplo. O ICMS na Bahia é 28% há mais de 10 anos. Então se o ICMS não aumenta, como o ICMS vai influenciar na base de preço dos combustíveis? Mentira. O que influencia na base de preço dos combustíveis é a realização da Petrobras, que no caso do diesel é de 51%. Que no caso hoje do gás de cozinha é quase 50%”, explicou.
Deyvid explicou ainda quem é o maior vilão do aumento dos preços do combustível no Brasil.
“Estamos respondendo pelo menos desde outubro de 2016, quando a política de preços foi mudada pelo Michel Temer e Pedro Parente. Eles aplicaram o PPI – preço de paridade e importação – que tem esses vetores que aqui nós já colocamos – preço do barril de petróleo, dólar e custos de importação”, disse.
“Então na verdade o que está fazendo com que os preços entrem nessa galopante de aumentos sucessivos é o preço que sai de dentro das refinarias da Petrobras. Só para ter uma ideia, de janeiro a agosto desse ano a gestão da Petrobras subiu 51% a gasolina e 40% o gás de cozinha e o diesel. Então quem é que está aumentando os preços? Infelizmente é essa gestão da Petrobras com essa política criminosa que sangra a população brasileira como um todo”, pontuou.
O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros disse também que já sinalizou para o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), que, se necessário for, vai explicar o que está acontecendo.
“Já sinalizamos para o presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira, de que se necessário for, a FUP, com toda a assessoria técnica e econômica, vai explicar o que está acontecendo, apesar de já estarmos explicando desde outubro de 2016”, afirmou.
“Lembrando que a realização, que é o que a Petrobras cobra, o preço que sai das refinarias, lembrando que em 2011 o gás de cozinha tinha uma realização de apenas 12%. E hoje é de 48%”, continuou.
Questionado se há uma perspectiva do valor dos combustíveis, da gasolina, do diesel, cair, Deyvid Bacelar respondeu ao M! que “infelizmente ainda teremos essa alta em diversas commodities”.
“O que os analistas econômicos estão colocando é que infelizmente ainda teremos essa alta em diversas commodities. Então hoje, por exemplo, o barril do petróleo no mercado internacional está variando entre 73, 75 dólares. Lembrando que em 2013 nós tivemos o barril de petróleo a mais de 100 dólares. Então, se o preço do barril do petróleo subir para essa margem de mais de 100 dólares, ele vai impactar na formação do preço dos combustíveis, nessa política atual que a gestão da Petrobras utiliza”, explicou.
“Outro vetor, o dólar: a taxa de câmbio no Brasil está descontrolada. A política econômica do Paulo Guedes é devastadora, beneficia somente quem exporta. Por sinal, beneficia a agroindústria que exporta em dólar e está ganhando rios de dinheiro nessa pandemia. O dólar fechou ontem (sábado) a R$5,36. Então se o dólar também continua subindo isso impacta no preço dos combustíveis. Custos de importação logísticos não deveriam estar na política de preços”, completou.
Ele ressaltou ainda que os aumentos não deveriam acontecer, porque “a Petrobras é autossuficiente em petróleo”.
“Tem refinarias, que por sinal estão sendo vendidas, estão sendo utilizadas com sua capacidade bem abaixo, em torno de 70-74% da capacidade que elas têm, beneficiando importadoras e refinarias de outros países”, ressaltou.
“Então o custo de importação aumenta, porque nós estamos importando muito, e o dólar influencia, o preço do barril de petróleo influencia, e os custos de transporte influenciam, nós teremos um aumento ainda maior do preço dos combustíveis. E é óbvio que a população não vai suportar isso, e até espera-se que a população acabe indo às ruas como já ocorreu no Chile por conta desse motivo”, disse.
“Então isso pode causar um grande alvoroço, uma grande convulsão social, e é importante que a política seja alterada. Seja agora, no governo Bolsonaro, e vemos várias dificuldades a respeito disso, seja num próximo governo que nós esperamos que seja mais popular, mais democrático, mais desenvolvimentista”, finalizou.
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