Celso de Mello classifica como “discurso necrófilo” intenção de Bolsonaro em desobrigar uso de máscaras
Os EUA são um dos países que flexibilizaram o uso das máscaras para quem está imunizado contra a covid-19; lá, 42,6% da população já receberam todas as doses
Após o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) prometer a desobrigação do uso de máscaras para quem já foi vacinado contra a covid-19 ou contraiu a doença, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello classificou a intenção do líder brasileiro como um “discurso necrófilo”.
Tanto o presidente e o ex-ministro deram essas declarações na última quinta-feira (10). Bolsonaro, em live nas redes sociais, disse que solicitou ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um parecer sobre a dispensa do uso da máscara.
“Conversei com Queiroga, dei a notícia um pouco mais cedo. Ele vai fazer um estudo de modo que possamos sugerir ou orientar a desobrigação do uso da máscara para quem já foi vacinado ou para quem já contraiu o vírus. A gente não pode viver numa opressão a vida toda sobre isso aí”, falou.
“O discurso de Bolsonaro pronunciando-se pela dispensa da máscara, mais do que um ato temerário, constitui, na realidade, um inconcebível ‘discurso necrófilo’ que é rejeitado pela Ciência e que não pode nem deve ser acolhido por razões de sensatez, de responsabilidade e de respeito e preservação da vida e da saúde do povo brasileiro!”, afirmou Celso de Mello.
Em vídeo publicado em seu perfil do Twitter, Queiroga disse que iria “atender a demanda” de Bolsonaro.
“O presidente está muito satisfeito com o ritmo da campanha de vacinação do Brasil e com a chegada de novas doses”, disse o ministro.
“[Bolsonaro] Vê que em outros países em que as campanhas nacionais de vacinação já avançaram, as pessoas estão flexibilizando o uso das máscaras. O presidente pediu que eu fizesse um estudo para avaliar a situação aqui no Brasil.”
Os Estados Unidos são um dos países que flexibilizaram o uso das máscaras para quem está completamente imunizado contra a covid-19. Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) mostram que 42,6% da população já receberam todas as doses necessárias e 51,9% foram vacinados com pelo menos uma dose.
O Brasil aplicou a 1ª dose de vacinas contra a covid em 53.557.513 pessoas até às 22h de 5ª feira (10). Dessas, 23.665.108 receberam a 2ª dose. Ao todo, 77.222.621 doses foram administradas no país.
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