Bolsonaro pede a banqueiros para que não assinem “cartinhas”
Em almoço na Febraban, presidente também defendeu ações do seu governo e chamou Lula de “canalha”
O presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu, na última segunda-feira (8), o seu governo e atacou o PT em almoço na Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo. O encontro ocorreu após uma série de críticas de Bolsonaro a banqueiros, que, segundo ele, teriam assinado manifestos em defesa da democracia como uma reação à criação do PIX. Para o presidente, os manifestos são “cartinhas”, e os banqueiros precisam julgá-lo por suas ações.
“Alguém recontrataria empregado que roubou sua empresa no passado? Acho que não”, afirmou o presidente, em referência ao candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva. Na sequência, Bolsonaro seguiu os ataques ao petista: “Alguns acham que o canalha que estava preso vai voltar para não continuar o que estava fazendo”.
“Vocês têm que olhar na minha cara, ver minhas ações e me julgar por aí. Não assinar cartinha, não vai assinar cartinha”, afirmou o chefe do Executivo em referência à Carta em Defesa da Democracia que foi lida nesta quinta-feira (11), em diversas partes do país. “Quem quer ser democrata não tem que assinar cartinha, não”, completou.
Bolsonaro também pediu a redução dos juros cobrados sobre empréstimos consignados contraídos por inscritos no Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas de baixa renda com deficiência.
“Faço apelo para vocês agora, vai entrar pessoal do BPC no consignado. Isso é garantia, desconto em folha. Se puderem reduzir o máximo possível (os juros)”, afirmou o presidente, lembrando o episódio em que pediu aos supermercadistas um corte da margem de lucro na cesta básica.
Lei sancionada na quarta-feira da semana passada autoriza a concessão de crédito consignado a inscritos nos programas de renda do governo, ao limite de 40%. Instituições bancárias, porém, resistem a aderir à proposta, vista pela campanha à reeleição como possível alavanca para Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto.
Como resposta, o presidente ouviu que a política de juros não é responsabilidade só do setor bancário. “As taxas de juros precisam realmente ser mais baixas, mas isso não depende apenas da vontade dos bancos”, disse o presidente da Febraban, Isaac Sidney. 7
Segundo ele, os bancos também defendem juros baixos, mas que, para as taxas caírem, as condições da economia têm de permitir.
O líder da entidade do setor financeiro disse ainda que a Febraban está aberta ao diálogo com o presidente. “Portanto, sinta-se à vontade, presidente, para colocar sua visão na forma e no tempo que lhe convier”, disse ele, de acordo com discurso obtido pelo Estadão.
Clima melhor
Se antes do encontro havia uma tensão entre Bolsonaro e o setor financeiro, fontes ouvidas pelo Estadão disseram que o encontro diminuiu o incômodo.
Havia cerca de 30 pessoas no almoço, que incluiu os presidentes dos cinco maiores bancos do País: Milton Maluhy (Itaú), Fausto Ribeiro (Banco do Brasil), Octavio de Lazari Junior (Bradesco), Daniella Marques (Caixa) e Mario Leão (Santander). Também estavam presentes líderes de associações que representam o mercado de capitais, dos fundos de private equity
De acordo com uma fonte, a sensação é que o encontro baixou a temperatura da relação. Ele disse ainda que o discurso de Bolsonaro foi “ideológico”, o que já era esperado.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, também discursou. Sua fala foi entendida como um “puxão de orelha” nos banqueiros pela falta de apoio a projetos como o da Reforma Tributária. Segundo outra fonte, Guedes disse que o setor financeiro deveria ser mais “parceiro”.
O presidente havia marcado para esta quinta-feira um encontro na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mas cancelou a visita, que ocorreria no mesmo dia do ato pró-democracia na Universidade de São Paulo.
‘Ponto fraco’
Outro presente disse que o evento “não foi tão mal”. O “ponto fraco”, afirmou, foi Bolsonaro levar em sua comitiva o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e ainda elogiá-lo publicamente. A gestão de Salles é considerada uma das responsáveis pela piora da imagem do Brasil no exterior em relação ao meio ambiente.
Além dele e de Guedes, Bolsonaro estava acompanhado dos ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Anderson Torres (Justiça), um dos filhos – o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) -, e o candidato ao Governo do Estado de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos).
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