“Bolsonaro é uma farsa e só prejudicou a Bahia”, diz senador Otto Alencar

Senador ainda chamou a atenção para a política econômica neoliberal de Paulo Guedes


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redacao 10/10/2022 15:25 Política

No cenário federal, no qual Luís Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) contracenam uma luta política de quem fez mais ou menos pelo Brasil, na avaliação de Otto Alencar (PSD), reeleito senador da Bahia, o atual gestor federal não moveu esforços pelo estado. Ele ainda desafiou os eleitores bolsonaristas a enumerar as realizações do mandatário do Planalto pelo povo baiano.

“Bolsonaro não tem absolutamente nada, é um vazio total, é uma farsa. Bolsonaro é uma farsa que só prejudicou a Bahia. E na CPI [das vacinas da covid-19] fez o povo baiano e o povo brasileiro de cobaia, receitando uma medicação ineficaz, e ele não é da área de saúde. Funcionou como… Aquele que não é da área da saúde e pratica medicina é chamado de que? Charlatão. Presidente charlatão na área de saúde”, disse Otto na coluna do editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, no jornal A Tarde desta segunda-feira (10).

Em comparação a Bolsonaro, segundo o senador, Lula fez cinco universidades, escolas técnicas e o luz para todos, por exemplo. “Vários programas sociais. Ampliação do Sistema Único de Saúde, Farmácia Popular, SAMU. Todos são programas que vieram com Lula”. “E Lula, sem dúvida nenhuma, é o grande eleitor na área presidencial, até porque fez muito pela Bahia. Muitas realizações. E eu acho que agora no segundo turno a tendência é ampliar a frente sobre Jair Bolsonaro, que não fez nada pelo nosso estado, e Lula tem grandes realizações”, acrescentou.

Otto disse que desde que o presidente assumiu o cargo em 2018, de lá para cá, a gestão de Rui Costa (PT), enquanto governador da Bahia, encontrou dificuldades uma vez que o estado, na avaliação do senador, foi discriminado.

“A Bahia sofreu muito com o governo Bolsonaro, porque o estado foi discriminado. Eu desafio, por exemplo, os seguidores na Bahia de Bolsonaro a apontarem uma obra nova que ele iniciou. Ele não tem uma obra iniciada, pelo contrário, ele marcou, Bolsonaro fez o cerco sobre o governador Rui Costa, achando que nós íamos nos render, mas a reação nossa foi de luta, trabalho e conseguimos superar essa dificuldade imposta pelo Governo Federal”, pontuou.

A economia neoliberal de Bolsonaro

Otto Alencar não economizou nas palavras e criticou a política de Bolsonaro com o seu ministro da Economia, Paulo Guedes, de implantar no Brasil uma economia neoliberal, que tem como objetivo estímulo ao desenvolvimento econômico com ênfase principal do Estado em não interferir na economia. Com isso, numa configuração social como ocorre no Brasil, por exemplo, que uma nação subdesenvolvida e emergente, o risco de aumentar a desigualdade social é iminente ao longo prazo.

“E eu creio que o país não pode retroceder dos avanços democráticos que alcançou ao longo desse período da redemocratização depois da primeira eleição em 1989 do Collor. Não é nem uma posição só conservadora, é uma posição de um setor da elite brasileira que quer preservar direitos que já estão conquistados e que se acham de alguma forma ameaçados quando há uma possibilidade de crescimento das populações economicamente mais fracas”, pontuou Otto Alencar.

O senador ainda revelou que percebeu esse movimento no período de campanha eleitoral e reforçou o entendimento de que os mais fracos devem ter a mão de apoio do Estado estendida, se não, há um aumentento de desemprego, fome, além dos trabalhos informais onde o trabalhador não tem nenhuma garantia assegurada em lei.

“Todos nós queremos que todos melhorem de vida. Não pode ser essa posição que defende o Paulo Guedes de uma proposta de economia neoliberal que concentra mais renda e aumenta o fosso entre as classes sociais. Isso vai dar um problema muito grave, que é o aumento do desemprego, dos trabalhadores na informalidade, na fome que voltou ao mapa do Brasil em 2018, com Temer, e se aprofundou com Jair Bolsonaro”, explicou.

“Então, é preciso entender que todos precisam e todos querem ter acesso aos bens civis que a sociedade brasileira pode oferecer. E aqueles economicamente mais fracos têm que ter a mão estendida do poder público, seja do município, governo do estado ou Governo Federal”, emendou o entendimento. 

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