“Bolsonaro é responsável pelo excesso de mortes que nós estamos vivendo”, afirma Ciro Gomes
Ex-governador do Ceará disse ao Portal M! que o presidente será responsabilizado por isso na campanha de 2022
O Brasil ultrapassou a marca de 370 mil mortos pela Covid-19. Para Ciro Gomes, o pré-candidato do PDT à presidência em 2022, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é responsável pelo excesso de mortes e vai ser responsabilizado por isso na campanha.
“Sem nenhuma dúvida vai ser responsabilizado porque ficará muito flagrante. O Brasil hoje é 3% da população mundial. E temos mais de 25% das mortes do mundo. Ontem, nós passamos os Estados Unidos na proporção de mortes por milhão. Ou seja, nós nos transformamos no centro da pandemia mundial. E a comunidade internacional está toda vendo isso”, disse ao Portal M!.
“Já há mais de quatro variáveis de mutação da Covid-19 como sintoma de que aqui o vírus está circulado de forma absolutamente livre, pela falta dos cuidados. De maneira que aquilo que já se viu na América do Norte, que claramente o Trump foi responsabilizado pelas loucuras, aqui também ficará ainda mais claro para a população brasileira que se Bolsonaro não é o responsável pela pandemia, e ninguém vai dizer que ele é, ele é o responsável pela absoluta incapacidade de enfrentar a pandemia e, portanto, Bolsonaro é responsável pelo excesso de mortes que nós estamos vivendo”, completou.
Ciro Gomes avaliou também o novo auxílio emergencial do governo, que está sendo pago a 45,6 milhões de famílias com novas regras.
“Essa é uma doença que não tem remédio. Então o Bolsonaro já comete o primeiro crime quando fica prescrevendo como um charlatão, isso é crime do Código Penal, remédios que não têm nenhuma retaguarda científica, como ele insiste em fazer até hoje. Então, não tendo remédio, como de fato não tem, só tem uma solução, a vacina”, disse ao Portal M!.
“Portanto, se você não tem nem remédio para prevenir, nem vacinação para resolver, só resta uma saída para salvar vidas: é o isolamento social. E o isolamento social acaba com a atividade econômica. Portanto, o isolamento social tem que ser financiado pelo Governo, como foi no mundo inteiro. E o que faz o Bolsonaro? Propõe lá atrás um auxílio de R$200, que não seria suficiente. Nós fizemos uma grande briga no Congresso e conseguimos que fosse para R$600”, explicou.
Ciro ressaltou ainda, que o fim do auxílio, no auge da pandemia, levou as pessoas ir na rua explodindo novamente a pandemia.
“Ele ainda está atrasado e oferece agora um socorro de R$150, que é ¼ do valor de uma cesta básica. Isso é um crime. Eu, sendo presidente, faria o que eu mandei para ele numa carta em março do ano passado. Quando eu vi a pandemia, e comecei a estudar as potencialidades trágicas da pandemia, eu achei: essa é a hora de a gente suspender a briga, a disputa política e o antagonismo e é a hora de todo mundo dar as mãos para nos ajudarmos a atravessar essa tragédia”, ressaltou.
“Eu mandei uma carta para ele sugerindo uma porção de coisas práticas e concretas que é o que eu faria. No caso do socorro emergencial, eu inclusive cheguei, não sendo o meu papel, eu cheguei a sugerir fonte de recurso. Se o Brasil cobrar uma contribuição dos grandes patrimônios, acima de R$10 milhões, dá para você pagar um auxilio de R$600 até você chegar a 60% de cobertura vacinal, que é o ponto em que a gente pode começar a descomprimir e entender que vencemos a pandemia”, finalizou.
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