Bolsonaro defende ditadores militares e deputado dos atos antidemocráticos
Presidente falou durante evento de despedida de ministros que vão deixar o governo para disputar as eleições em outubro
Em um discurso no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu os presidentes da ditadura militar que governou o Brasil de 1964 a 1985. Nesta quinta-feira (31), completa-se 58 anos do golpe militar no Brasil.
O presidente começou o seu discurso lembrando do aniversário do golpe militar de 1964. Ao contrário do que registra a história, ele afirmou que não houve golpe e não fez menção à censura, às torturas e às mortes cometidas pelo regime. As informações são da Folha.
O presidente também defendeu o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por participar de atos antidemocráticos e ataques às instituições.
“Hoje, 31 de março. O que aconteceu em 31? Nada. A história não registra nenhum presidente da República tendo perdido o seu mandato nesse dia. Por que então a mentira? A quem ela se presta?”, disse o presidente.
Depois, omitindo a violência do regime, a perseguição a opositores e a cassação de direitos individuais, disse que, na época, todos tinham direito de ir e vir.
“Todos aqui tinham direito, deputado Daniel Silveira, de ir e vir, de sair do Brasil, de trabalhar, de constituir família, de estudar, como muitos aqui estudaram naquela época”, disse se dirigindo ao deputado Silveira, que estava na primeira fila da plateia, ao lado de ministros.
Na terça-feira (29), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandou o parlamentar colocar a tornozeleira eletrônica. Silveira se recusou a cumprir a medida no dia seguinte e, até o início da tarde desta quinta, ainda não havia obedecido.
“Quem esteve no governo naquela época fez a sua parte. O que seria do Brasil sem obras do governo militar? Não seria nada, seríamos uma republiqueta”, completou.
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