Bolsonaro abandona entrevista após insistir em mentira sobre o Complexo do Alemão
Presidente falou com a imprensa por 25 minutos
O presidente e candidato do PL à reeleição, Jair Bolsonaro, concedeu uma entrevista coletiva de mais de 20 minutos após o debate dessa sexta-feira (28), nos estúdios Globo. O acordo acertado entre as campanhas era de que cada candidato falaria por até dez minutos, mas Bolsonaro insistiu em falar mais porque disse que estava lá “como presidente, não como candidato”.
Ainda assim, irritado, ele abandonou a entrevista após um repórter indagar por que razão ele insistia na “mentira” de que o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, havia se encontrado com uma facção criminosa no Complexo do Alemão.
Bolsonaro apareceu para a entrevista ao lado do ex-juiz Sérgio Moro. Ele discorria sobre uma questão envolvendo a transferência de Marcola, um dos líderes do PCC, quando decidiu associar o caso a uma visita de Lula ao Complexo do Alemão. Na ocasião, o petista usou um boné com as letras “CPX” – que no Rio de Janeiro se referem a “complexo”.
“Um dos programas do PT, que o Lula até não contestou, é voltar a campanha do desarmamento. E eu perguntei pra ele se ele conversou lá com a facção do CPX”, disse Bolsonaro na entrevista
Na sequência, um repórter lembrou o presidente que quem havia organizado aquela agenda no Complexo do Alemão havia sido Renê Silva, um comunicador conhecido pelo trabalho social junto a favelas cariocas. E indagou por que Bolsonaro “insistia nessa mentira” de que Lula havia se encontrado com traficantes.
O presidente, então, se irritou. “Você tem moral para me chamar de mentiroso?”, perguntou Bolsonaro. O repórter, então, insistiu que aquela menção a encontro com traficantes era uma mentira. Bolsonaro se retirou logo na sequência.
Transferência de Marcola
Antes de Bolsonaro aparecer para a entrevista, o ex-governador de São Paulo e vice na chapa de Lula, Geraldo Alckmin, apareceu para um pronunciamento de pouco mais de um minuto e meio. Ele pediu que se verificasse um trecho na página 150 do livro escrito por Sérgio Moro.
“Diz o Moro no livro, que escreveu depois que deixou o Ministério (da Justiça e Segurança Público, no início do governo Bolsonaro): ‘…mas a poucos dias da deflagração da Operação Império, fui surpreendido com uma mensagem dele, Bolsonaro, no meu celular, sugerindo o cancelamento das transferências. Bolsonaro disse estar receoso de possíveis retaliações do crime organizado contra a população civil, e temia que se isso acontecesse o governo federal fosse responsabilizado, inclusive com impeachment no Congresso”, relatou Alckmin.
A fala do candidato a vice de Lula era em referência a um momento do debate em que Bolsonaro declarou que Lula e Alckmin não quiseram transferir Marcola em 2006.
Na coletiva, Moro pediu a Bolsonaro para falar sobre o caso.
“Dois dias antes de quando estava marcada (a transferência), o presidente externou essa preocupação de cancelar a operação. Mas de fato é que não cancelou. E se houve algum receio de fazer essa transferência, foi por dois dias, e o presidente mudou de opinião. Enquanto que o governo do PT e o governo de Geraldo Alckmin se omitiram diante das 50 mortes de policiais e dos atentados terroristas de 2006”, declarou Moro.
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