“A eleição vai ser BA-VI”, diz Wagner ao admitir que “Rui poderia ter apressado mais na escolha de Jerônimo”
A sucessão estadual acabou repercutindo diretamente na vida da própria Câmara de Salvador. O senador reconhece que o apoio de Geraldo Júnior possui grande importância
De acordo com o senador Jaques Wagner (PT), nesse ano, a eleição para o governo vai ser estilo BA-VI, isso, de acordo com ele, é devido a polarização nacional, que impacta diretamente sobre a disputa no estado. Além de negar que existe divergência entre ele e o governador Rui Costa, o parlamentar admite que eles poderiam “ter jogado mais luzes” sobre o escolhido, o ex-secretário de Educação Jerônimo Rodrigues.
“Eu acho que Rui poderia ter apressado mais a escolha de Jerônimo. Mas isso já está fora… É óbvio que poderia ter outras hipóteses. Jerônimo ir, por exemplo, para a Casa Civil e ter um grau de exposição maior. Mas, de qualquer forma, se você pegar as pesquisas, pelo menos as internas… Quando você cola com o nome de Lula e de Rui, a gente vai para primeiro lugar. Como Otto estoura de voto”, afirma o senador em entrevista para o colunista do jornal A Tarde e editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra.
Ainda falando das pesquisas, Wagner reconhece que Jerônimo necessita de apoio para que a candidatura seja ainda mais impulsionada, uma vez que o ex-secretário de Educação não tem uma taxa de conhecimento.
“Agora, se você botar ele sozinho, evidentemente como ele ainda não tem uma taxa de conhecimento, ninguém vai dizer que vai votar. E ele está tentando fazer uma tese que, na minha opinião, não vai colar. Porque a eleição vai ser BA-VI. O BA-VI vai descer para o estado. Não adianta ficar conversando fiado. O povo, como eu digo, vota de cima para baixo”, analisa.
A candidatura de Jerônimo foi definida após o plano A do PT para a sucessão de Rui Costa, Wagner ter desistido da disputa em fevereiro e o plano B, o senador Otto Alencar também ter declinado da missão. Agora, como estratégia para aumentar os números, a base petista faz aliança com o MDB, com a chegada de Geraldo Júnior. O senador Jaques Wagner foi um dos principais articuladores dessa operação. Ao falar a respeito, o político defende a importância do trabalho em equipe e diz que “ninguém brilha sozinho”.
“A chegada do MDB, com a vinda de Geraldo, evidentemente reforça […] É um diálogo com os vereadores, porque eles se sentem representados em uma chapa onde o vice é um vereador”, diz o parlamentar.
MDB
A aliança com o MDB do ex-ministro Geddel Vieira Lima foi selada no final de março e é vista como importante para mitigar a perda de aliados que migraram para a candidatura de ACM Neto.
“Nós somos uma equipe. Tanto que eu acho que essa fase agora, Jerônimo aparece como representante desse projeto. E modéstia à parte, há 15 anos, já vai completar 16, nós temos muito serviço prestado. Em todas as áreas. Mesmo que os adversários batam, nós temos um portfólio imenso de segurança, educação, saúde, estrada, água, energia, moradia, apoio à agricultura familiar. Então ele é isso. E ele na caminhada vai cada vez ganhar mais personalidade. Então a vinda do Lula, óbvio que ela empurra, como o abraço dele com Jerônimo seguramente empurra, como empurra Otto, como empurra todo mundo, como empurra a chapa de deputados”, completa.
A sucessão estadual acabou repercutindo diretamente na vida da própria Câmara de Salvador. Wagner reconhece que o apoio de Geraldo Júnior possui grande importância. “Ele é uma pessoa boa de diálogo, boa de entrevista, é um cara que se relaciona super bem, e que óbvio que foi um impacto para o lado de lá. Eles comemoraram que saiu o PP daqui. Bom, nós comemoramos agora que saiu o MDB de lá. E como as coisas vão até julho, vamos trabalhar para ver se vem mais gente”, pontua.
Perguntado se causa algum desconforto na militância o fato de o MDB estar no grupo hoje ligado ao PT, depois de ter participado tão ativamente do impeachment da presidente Dilma, o parlamentar responde que na Bahia isso não acontece.
“Aqui na Bahia não. Porque se eu for escolher que só se junta com a gente quem não participou do impeachment da Dilma, sobra pouca gente. Aqui na Bahia não, repito, e eu me orgulho muito disso, porque na época os três senadores, incluindo Otto Alencar, os outros eram nomes do time obrigatório, que era PSD e PP, mas todos os 24, se eu não me engano, deputados federais nossos nos acompanharam. Então se fosse por isso… Quanta gente participou do impeachment e que entrou em um dos nossos partidos? Não no PT, mas gente que entrou no PSD, PP. Aquilo que eu digo ao presidente Lula: você não vai fazer política olhando no retrovisor o tempo todo. Então para mim não tem mal-estar nenhum, eu acho que teve uma ruptura política, não foi pessoal. E agora a gente recompôs”, finaliza.
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