“A eleição nacional sempre teve uma influência muito grande na estadual”, afirma Otto
De acordo com o pré-candidato ao Senado Federal, isso ocorre desde a época do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
A nacionalização das eleições estaduais é um tema que tem gerado bastante discussão em 2022, sobretudo entre os pré-candidatos. No entanto, o senador e pré-candidato do PSD ao Senado Federal, Otto Alencar, defende que sempre existiu uma influência do pleito nacional sobre a eleição estadual. Segundo ele, que concedeu entrevista ao editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, através do jornal A Tarde, a nacionalização tem ocorrido desde o período de Fernando Henrique Cardoso.
“A eleição nacional sempre teve uma influência muito grande na eleição estadual. Basta que você observe os votos que foram dados a Wagner (PT) em 2006, ao presidente Lula (PT) em 2006, a Wagner em 2010 e à presidente Dilma (PT) em 2010, a Rui (PT) em 2014 e à presidente Dilma em 2014, a Rui em 2018 e a Haddad (PT) em 2018”, disse.
De acordo com Otto, dessa forma, é possível perceber que os números conquistados na Bahia são muito parecidos aos dados em âmbito nacional. “Essa tem sido a regra geral, até antes de Lula, no período anterior, Fernando Henrique, os números foram bastante parecidos. Então, não há como negar que existirá uma influência muito grande. Eu não posso estabelecer o quanto vai ser a influência de transferência ou não de votos, mas a história das eleições nacionais desde o período Fernando Henrique para cá tem uma coincidência muito grande”, explicou.
Eleição
Na ocasião, o pré-candidato ao Senado também falou sobre o caminho que está sendo traçado para condução da chapa majoritária, encabeçada pelo pré-candidato Jerônimo Rodrigues (PT).
“A eleição começou muito cedo. Os programas serão bem debatidos quando começarmos o horário do rádio e da televisão, que pode atingir o grande eleitorado de 11 milhões e 500 mil eleitores. Nós estamos fazendo programa de governo participativo, ouvindo a população, e é natural que ao longo da caminhada e da campanha você vai avaliando passo a passo”, disse.
Segundo Otto, a chapa está bem equilibrada, e tem uma sintonia muito grande com as propostas do pré-candidato a presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a nível nacional. De acordo com ele, houve uma conversa, antes do 2 de julho, envolvendo ele, Jerônimo e Lula, em que foi colocada a posição dos pré-candidatos na Bahia em manter a interlocução com o ex-presidente.
“Até porque o governador Rui Costa não teve com o atual presidente. O atual presidente cercou todos os recursos que poderiam vir para a Bahia de convênios, de transferências. Nós achamos e pensamos como o presidente Lula pensa, de que a partir de 2023, tem que ter um projeto, e ele concordou com isso, um programa de aceleração do crescimento, para não só fazer crescer o produto interno bruto, mas com atividades que são altamente intensivas na absorção de mão de obra, com a construção civil, o setor de fiação e têxtil, todo o setor do comércio, do turismo, da infraestrutura, de o estado ter cooperação com a União e trabalhar para tirar o Brasil do desemprego”, afirmou.
Otto também julgou como “gravíssimo”, o momento econômico que o Brasil atravessa atualmente, com cerca de 10 milhões de desempregados, além da volta do país ao Mapa da Fome.
“Dez milhões de desempregados, 40 milhões de trabalhadores na informalidade, 33 milhões no mapa da fome e um momento econômico gravíssimo onde os quatro principais indicadores da economia estão em altíssimo risco. Inflação alta, juros, taxa Selic alta, dólar alto e bolsa oscilando. Agora, o Jornal Valor mostra que as empresas brasileiras perderam muito da sua valorização na bolsa pela sua insegurança econômica que o Brasil vive hoje”, lembrou.
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