“A Bahia vai ter a oportunidade de mostrar que não é terra do PT”, dispara Eduardo Bolsonaro
Ao receber título de Cidadão Soteropolitano, filho do presidente falou sobre as chances de João Roma na disputa eleitoral do estado
O filho do presidente e deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), recebeu o título de Cidadão Soteropolitano, nesta segunda-feira (18), em sessão especial de homenagem ao Bicentenário da Independência da República, promovida pelo vereador Alexandre Aleluia (PL-BA).
“Estou muito feliz. Sou muito amigo do Aleluia. Estivemos juntos em Juazeiro, em LEM [Luís Eduardo Magalhães], Barreiras, talvez no sul, em Teixeiras de Freitas, em breve, aqui em Salvador algumas outras oportunidades, então recebo com muita satisfação, com muita alegria”, disse o deputado federal.
Após a sessão, Eduardo falou com o editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, e afirmou confiar no povo para escolher o ex-ministro da Cidadania, João Roma, ao Governo da Bahia. O deputado aproveitou para alfinetar o governador Rui Costa (PT), que, segundo ele, estaria preocupado com as pesquisas eleitorais.
“Tem algumas pesquisas que colocam o Roma na frente do (pré-candidato a governador pelo União Brasil) ACM Neto, no extremo sul da Bahia e também no oeste, mas eu não acredito em pesquisa. Para mim, o andar do povo é que vai pegando o termômetro, e agora a gente estava lá em Feira de Santana e a recepção foi a melhor possível”, afirmou.
“Acho que a Bahia vai ter a oportunidade de mostrar, como alguns dizem lá em Brasília, que a Bahia não é terra do PT, não. Aqui é terra de gente trabalhadora e que não vai permitir a volta de um bandido à cena do crime”, disparou Eduardo, referindo-se ao ex-presidente Lula (PT) e a Jerônimo Rodrigues, pré-candidato ao Palácio de Ondina.
Questionado sobre a força que a campanha de João Roma teria na Bahia com o arco de apoio de partidos como Pros, PTB e PL, Eduardo lembrou das eleições de 2018, vencida pelo pai graças quase exclusivamente à movimentação adotada nas em redes sociais. Ele também criticou o Projeto de Lei 2630/2020, que combate as fake news.
“[As eleições de] 2018 mostraram para a gente que não são os partidos que mandam nos votos. Vai ser muito difícil você convencer a dona Maria, o seu João, a pessoa que tá lá no sertão, os invisíveis que foram descobertos pelo ministro João Roma, que agora recebem o Auxílio Brasil, que mais que dobrou o valor do antigo Bolsa Família, que agora a pessoa não precisa ficar refém desse novo benefício. Ela pode trabalhar e receber o benefício durante dois anos. Então, é essa pessoa que você vai ter convencer, dizer a ela que ‘olha o seu prefeito apoia o candidato tal’, mas será que essa pessoa também vai apoiar? Eu acho dificil,” comentou.
“Principalmente, através de uma imprensa local independente e das redes sociais, que são parte inegável do jogo. Tanto fazem parte do jogo que a maior investida do PT, em tempos de alta inflação, problemas com a pandemia, qual que foi? O PL 2630 (das fake news), para tratar de rede social a cinco meses da eleição. Certamente, essa não é a prioridade do brasileiro. O brasileiro quer comida no prato e vacina no braço, não é isso?”, ironizou o filho de Bolsonaro.
Vale lembrar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o WhatsApp (e outras mídias como o Telegram) firmaram um acordo para combater as fake news. No caso do WhatsApp, a proposta visa só a permissão de novas funcionalidades, como as comunidades de milhares de pessoas, que só serão liberadas no Brasil depois das eleições de outubro.
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