“Se o governo cortar o coronavoucher, realmente pode complicar muito”, diz o empresário João Gualberto
Para prefeito eleito de Mata de São João, fazer uma previsão da economia para os próximos seis ou 12 meses é prematuro
Empresário de um importante grupo do segmento varejista do estado, João Gualberto, prefeito eleito do município de Mata de São João, pelo PSDB, avaliou o impacto da pandemia sobre o setor produtivo, em entrevista ao editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, no jornal A Tarde.
“O setor de supermercados, particularmente cresceu. O varejo de fato não sofreu, e não foi no Brasil, foi no mundo todo, por ser uma atividade essencial. Você vê que na Alemanha vai fechar, se eu não me engano, no dia 16 até o dia 10 de janeiro, e fica aberto farmácia, supermercado, etc. Então nosso setor realmente não sofreu, só tivemos muito trabalho, muita adequação foi feita. Eu acho que o setor de entretenimento foi o que mais sofreu depois o de transporte, aviação, hospedagem”, pontuou.
“Você não ouve falar em pandemia que teve no supermercado com tantos funcionários trabalhando e atendendo a população. Nós nos enquadramos perfeitamente, fizemos o impossível e o possível, mantivemos porta aberta cumprindo nossa função de atividade essencial, e aí lógico que nosso setor cresceu muito esse ano, principalmente os supermercados, onde a gente atua basicamente”, completou.
Gualberto salientou também que o setor de mercados e de alimentação cresceu entre 10% a 20%, principalmente com o crescimento do e-commerce.
“A gente cresceu de fato, mas aumentou muito o custo nosso. Para você manter as lojas abertas, o distanciamento, as operações, insumos, álcool em gel. Realmente aumentou o nosso faturamento, é claro, é natural, as pessoas ficaram em casa consumindo mais supermercado. A nossa empresa já vinha atuando pelo e-commerce e cresceu muito pelo digital. Eu vejo empresas aí concorrentes nossas que não cresceram tanto, nós crescemos”, afirmou.
Gualberto disse ainda que não espera pela força da pandemia da segunda onda de Covid-19 e torce para que, a partir de fevereiro, a vida volte ao normal.
“Eu acho que essa segunda onda, acho que as pessoas vão se conscientizar e vão se segurar em casa, vão restringir as festas. Você vê que há 2 meses atrás estavam anunciando festa em Trancoso, ilimitada, e eu acho que não vai acontecer isso. Acho que vão segurar, essa segunda onda, com fé em Deus, vai ser pequena e nós vamos ter a vacina brevemente”.
Por fim, o empresário disse que se o governo cortar o auxílio emergencial, vai complicar no crescimento da economia no próximo ano.
“Se o governo cortar o coronavoucher, o auxílio, realmente pode complicar muito a economia, mas eu acho que vamos esperar uns dois meses aí para ver a sinalização da vacina. Nós vamos ter a vacina quando, em janeiro? Como é que vai se comportar o mundo depois da vacina? O que é que vai acontecer nos próximos três meses? Não sei dizer exatamente, muitas pessoas que falaram da recessão que ia ter esse ano, e não aconteceu, teve um aquecimento, claro que foi por conta do coronavoucher. Fazer uma análise agora, uma previsão da economia para os próximos 6 meses, 12 meses eu acho que é prematuro. Depende do comportamento das pessoas depois de tomar a vacina. Se a vacina eliminar a contaminação eu acho que teria um retorno da vida normal em 90 dias”, finalizou.
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