Livraria Escariz espanta crise, cresce na pandemia e vê futuro promissor do segmento em Salvador
Paulo Escariz avalia que apenas as duas grandes redes, Saraiva e Cultura, enfrentam problemas
Enquanto duas grandes redes do setor livreiro – Saraiva e Cultura – foram obrigadas a fechar as portas em Salvador, outra empresa não apenas sobreviveu à crise gerada pela pandemia de Covid-19 como cresceu e desembarcou na capital da Bahia em dezembro de 2020.
A Livraria Escariz nasceu em Sergipe, mas já fala com sotaque baiano e gostou tanto da terra do dendê que projeta nova expansão em breve. Afinal, na avaliação do dono da rede, Paulo Escariz, a crise se restringe à Cultura e à Saraiva. De forma geral, analisa o empresário, o mercado editorial está estabilizado e em expansão.
Escariz prevê um futuro promissor para o segmento em Salvador, onde sua livraria ocupou o lugar deixado pela Saraiva no Shopping Barra. Segundo ele, nos últimos tempos, o empreendimento só cresceu e ele adianta que planeja abrir novas filiais na cidade da música.
“Este ano, comparado aos primeiros meses de uma realidade sem pandemia, ainda houve crescimento. As livrarias continuam crescendo, e algumas estão tomando lugar dessas outras que estão fechando, como é o caso da gente, que entrou no lugar de uma [unidade da] Saraiva que fechou”, afirma o empresário, que mora em Aracaju há 40 anos. Na capital sergipana, a Livraria Escariz possui cinco lojas.
“Estamos enxergando o horizonte muito promissor. Se houver oportunidades, vamos pensar em abrir em outros estados também. Está se falando muito do fechamento das livrarias [em Salvador], mas acredito que iremos ter uma surpresa grande com novas livrarias, e o público não vai ficar sem leitura. Da nossa parte, onde a gente puder entrar e substituir, iremos trabalhar para isso”, anuncia.
O empresário adianta que mantém conversas com shoppings de Salvador à procura de novas oportunidades, mas diz que ainda não tem nada concretizado para este ano.
Outro dado interessante é que, mesmo em meio à pandemia, houve incremento das vendas na Escariz. “Teve um crescimento grande de vendas de livros físicos. Com as livrarias fechadas, boa parte das vendas foi da internet. A grande surpresa é que houve um aumento grande do público leitor. Os livros técnicos e científicos tiveram uma queda. Hoje os livros de literatura e infantil têm tido um crescimento maior”, pontua.
Na avaliação do empresário, o sucesso da livraria é fruto do desejo de manter o empreendimento em sintonia com o consumidor. “Buscamos ter lojas com atratividade para o leitor. Além de procurar ter os melhores produtos, buscamos entender o que o cliente quer e procuramos proporcionar um atendimento excepcional. É isso que tem feito a gente crescer”, revela.
Livros digitais
O empresário também avalia o mercado dos livros digitais e diz que, por enquanto, não vai apostar nisso. “É um mercado pequeno, porque já ficou comprovado que as pessoas preferem livro físico. Apesar de estar presente em todos os canais, a gente prefere focar no livro físico e nas lojas físicas. A experiência da livraria física é o que faz o cliente olhar os livros, fazer escolhas”, explica.
Ao contrário do que supõe o senso comum, Paulo Escariz garante que o brasileiro lê – e o faz de forma bem satisfatória. E ele vai mais longe, ao afirmar que o problema é a baixa oferta de livrarias.
“Se tivesse mais livrarias, com certeza teríamos um público maior de leitores. Hoje, por exemplo, o jovem está lendo muito os livros infantis, isso significa uma renovação do nosso público. Esse jovem permanecerá sendo nosso cliente. Isso é muito gratificante. Tenho muita fé de que iremos fazer o trabalho [em Salvador] que tem sido feito aqui em Aracaju, e inclusive trabalhar com os autores baianos. Acho que temos muito a agregar com o público da capital da Bahia”, finaliza.
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