“Infraestrutura hídrica é fundamental em nosso estado”, diz presidente da Faeb sobre os principais gargalos do setor agropecuário
Segundo Humberto Miranda, essa falta de infraestrutura para realizar corretamente a distribuição da energia é um problema que o setor enfrenta
De parques eólicos a represas hidrelétricas, além dos painéis solares. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Humberto Miranda Oliveira, avaliou na manhã desta quarta-feira (20), que a Bahia tem investido na produção de energia, mas o estado ainda enfrenta problemas de infraestrutura para a distribuição do serviço.
Segundo ele, essa falta de infraestrutura para realizar corretamente a distribuição da energia é um dos principais gargalos que o setor agropecuário encontra no interior da Bahia, uma vez que há municípios que só recebem ainda o abastecimento monofásico, impossibilitando, por exemplo, o pequeno produtor em melhorar o sistema de irrigação de sua produção.
“Os gargalos na Bahia ainda são muitos. Algumas regiões do estado ainda não temos energia elétrica suficiente para que a gente possa instalar uma grande indústria lá no oeste, como tecelagem de algodão para a gente deixar de vender commodities de algodão e passar a vender roupa, pano, tecidos finos para a nossa população. Ou aqui mesmo no semiárido onde o pequeno produtor quer colocar uma bomba para irrigar um hectare de fruta para gerar emprego para sustentar a família, a energia elétrica não suporta porque é monofásica e não consegue gerar uma pequena bomba de irrigação”, disse Humberto Oliveira.
“Então, vai de energia elétrica a conectividade. Estamos falando de conhecimento, de inovação e tecnologia. A conectividade hoje é fundamental, principalmente para levar educação para as pessoas, para levar qualificação e capacitação. Nós hoje atendemos 408 dos 417 municípios da Bahia e sabe por quê a gente consegue chegar tão longe? Porque a inovação e a tecnologia nos permite isso, para realizar cursos a distância, educação. Então, nós não podemos evoluir sem resolver esses entraves da infraestrutura da energia elétrica”, acrescentou.
Durante a entrevista com o editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, no programa Nova Manhã da rádio Nova Brasil FM, ele pontuou que a federação já realizou encontros com os pré-candidatos a governador da Bahia a fim de sugerir planos para melhoria do setor agropecuário.
“Já estivemos com alguns dos candidatos para não ficar na crítica apenas, para ser proativo e mostrar soluções. Apresentar o projeto de assistência técnica que foca em resolver os problemas dos produtores, falar dessa questão de infraestrutura, como o parque de energia eólica, que é o maior do Brasil, a energia solar que está crescendo, que a sociedade internacional cobra e nós não temos redes de distribuição para levar essa energia para os produtores”, pontuou.
“Estamos mostrando um raio x da Bahia para os pré-candidatos e colocando na mesa deles propostas que possam sem colocadas em práticas em um futuro governo, seja qual for o partido, seja qual for o candidato”, emendou.
Invasões de terra no Extremo Sul baiano
O pré-candidato a governador da Bahia, ex-ministro da Cidadania e deputado federal, João Roma (PL), entregou ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, um dossiê com as informações referentes às invasões de propriedades que estão ocorrendo no Extremo Sul da Bahia.
Ao lado de Humberto Oliveira, ele foi até à Superintendência da Polícia Federal para também reforçar as informações sobre a violência contra os produtores rurais do Extremo Sul. O ex-ministro da Cidadania já havia denunciado a invasão a duas fazendas em Porto Seguro, Floresta I e II, localizadas no povoado de São Geraldo.
“Estamos muito preocupados com os conflitos que estão acontecendo lá no Extremo Sul, colocando em risco a vida das pessoas, dos trabalhadores, produtores. Um conflito sem sentido que a gente precisa que os poderes públicos municipal, estadual e federal não sejam omissos, mas que vão para região para tomar posições firmes para promover segurança e que as leis possam dizer quem está certo. Essa é a nossa defesa para a segurança na região porque o clima está muito tenso e isso não é bom para ninguém, pelo contrário, isso acirra uma disputa, uma discussão em loco”, disse Humberto Oliveira.
Os avanços do agro
Humberto ainda falou sobre os avanços que o setor teve durante o governo Bolsonaro (PL). Segundo ele, a gestão da deputada federal enquanto ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (Mapa), favoreceu o diálogo entre os agricultores com o governo federal.
“No governo, tivemos o privilégio de ter a ministra Tereza Cristina como nossa interlocutora até bem pouco tempo. Ela é uma pessoa de muito fácil acesso. Ela é profissional da área, engenheira agrônoma, foi secretária de estado lá no Mato Grosso do Sul. Então, ela teve uma interação com a Federação Nacional da Agricultura, com a frente parlamentar. Facilitou muito com a construção do nosso plano agrícola que saiu agora no mês de julho e facilitou a revolução de demandas da Bahia, seja do Brasil. Aqui na Bahia, por exemplo, questão de transposição, o projeto agronordeste no qual a gente atende hoje mais de 10 mil pequenos produtores com agrônomos, veterinários e técnicos agrícolas”, pontuou.
“Há também um projeto revolucionário que está sendo testado na Bahia, que talvez seja a grande saída para a saúde pública do Brasil, que é um projeto de telemedicina para para trabalhadores e produtores rurais que nós estamos testando através do Senar. E todo esse semiárido, com esses pequenos produtores ligados ao agronordeste. Então, na relação com o governo, a pessoa da ministra Tereza Cristina foi fundamental para que a gente pudesse levar essas principais pautas de infraestrutura, de logística, de segurança e ela foi uma interlocutora eficiente”, emendou Humberto.
Ainda de acordo com o presidente da Faeb, mesmo durante a guerra da Rússia na Ucrânia, a ministra conseguiu abrir o mercado brasileiro para evitar uma crise na produção uma vez que a Rússia, que é o maior exportador de insumos para a agricultura, além do petróleo, com a Ucrânia, líder de produção milho e o sexto maior exportador de trigo entre os anos de 2020/21, estão em conflito.
“Isso afetou a economia diretamente no nosso estado com a abertura de novos mercados internacionais. Conseguiu abrir fronteiras de importação com o Canadá e isso foi fundamental para que continuasse a chegar no Brasil os insumos que são imprescindíveis para a agricultura e pecuária brasileira, inclusive nessa parte, ela iniciou um projeto nacional de bioinsumos e discutir essa questão da gente conseguir produzir, com uma forma de produção sustentável através de bactérias e diminuir a independência do Brasil de importação de insumos como, por exemplo, a gente importa 94% de todo o potássio que é consumido para balancear os insumos utilizados nos adubos no Brasil”, completou.
Confira a entrevista na íntegra:
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