Greve no Banco Central ameaça serviços e atrapalha análises econômicas
Negociação entre representantes dos trabalhadores e do governo deve ocorrer nesta terça-feira (5)
A greve dos funcionários do Banco Central, iniciada oficialmente na última sexta-feira (1º), aumentou os atrasos que já vinham ocorrendo em divulgações coordenadas pela autarquia e já começa a ser sentida pelas mesas de análises de bancos, corretoras e consultorias.
Serviços intermediados pelo BC, como a distribuição de cédulas e moedas e as operações do PIX, também estão com equipes reduzidas e correm riscos de sofrer interrupções, de acordo com o sindicato da categoria.
Em nota, o BC refuta esta possibilidade – afirma que o PIX é um serviço automatizado e continuará funcionando normalmente mesmo com a greve. A instituição acrescenta que tem equipes de contingência para garantir a continuidade de seus principais serviços.
Os servidores do BC, que estão em seu quarto ano sem reajuste salarial, pedem a reposição da inflação do período, de 27%, e reclamam que não vinham sendo ouvidos.
“Ninguém queria greve, preferíamos negociar, mas estamos tentando negociar desde novembro do ano passado e não éramos ouvidos”, disse o presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Fabio Faiad.
Um primeiro encontro com o governo, para discutir as reivindicações, ficou agendado para esta terça-feira (5) com Leonardo Sultani, secretário do ministro Paulo Guedes para Gestão de Pessoas do Ministério da Economia.
A adesão à greve, de acordo com o Sinal, está em 60%. Antes da paralisação total iniciada na última sexta, os técnicos já vinham, desde janeiro, fazendo pequenas paradas de duas a quatro horas.
Dados atrasados
Entre os principais atrasos nos dados centralizados pelo BC, está o relatório Boletim Focus, um compilado divulgado semanalmente, todas as segundas-feiras pela manhã, com as projeções de uma centena de bancos, corretoras e casas de análises para os principais indicadores econômicos do país, como PIB, juros e inflação.
Depois de passar as últimas semanas atrasando em algumas horas, o Focus deixou de ser divulgado pela primeira vez nesta segunda-feira (4).
“O Focus é uma coisa que olhamos todos os dias, não só às segundas, para saber a tendências das expectativas de mercado, e em especial em um momento tão cheio de incertezas e de mudanças importantes como o de agora”, disse o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Gonçalves.
Nesta semana, o BC informou em comunicado que, além do Focus, também irá atrasar a divulgação dos indicadores selecionados (Indeco), que incluem o movimento de câmbio no Brasil, as operações cambiais do BC e o índice de commodities (IC-Br), e o Relatório de Poupança, publicação mensal que informa o volume total de dinheiro aplicado e retirado das cadernetas.
Ambos eram esperados para esta semana e estão sem data prevista. “Oportunamente, informaremos as datas de suas respectivas publicações. O aviso sobre as novas datas será dado com pelo menos 24 horas de antecedência”, disse o BC.
As estatísticas de setor externo, crédito e fiscais referentes a fevereiro, que deveriam ter sido conhecidas na semana passada, também estão atrasadas.
Da mesma forma, a divulgação semanal do fluxo cambial, que mensura a entrada e saída de dólares em aplicações financeiras e investimentos diretos, por exemplo, não ocorreu na semana passada e segue em aberto.
“Isso sem dúvida traz problemas para o nosso trabalho [de análise], que precisa de dados para poder ser feito; ficamos meio no escuro”, disse o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno.
“Sem contar as questões operacionais do banco, que devem sofrer o maior impacto. Fica difícil fechar uma operação se, com a greve, não tem como saber se alguma taxa que é utilizada como parâmetro vai estar disponível no dia”, acrescentou.
* Com informações da CNN Brasil
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