“A indústria baiana não foi uma exceção do resto da indústria com a pandemia”, afirma presidente da Fieb
Ricardo Alban pontuou que fechamento da Ford e menor desempenho da refinaria contribuíram para resultados ruins
O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Ricardo Alban, é enfático ao afirmar que a indústria baiana não passou ilesa aos efeitos negativos pandemia, assim como o setor em todo o país.
Em entrevista ao colunista do grupo A Tarde e editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, o executivo disse ainda que outros dois fatores foram preponderantes para que o estado tivesse um resultado ainda aquém: o fechamento da Ford e a menor performance das refinarias.
“Nossa indústria baiana não foi uma exceção do resto da indústria com a pandemia. Nós tivemos aqui até então em 2021 (…) Realmente houve esse agravamento e um desempenho muito pior do que a média nacional em função basicamente de dois pontos muito específicos que foram o fechamento da Ford e, principalmente no ano passado, o menor desempenho da refinaria, pontos que pesaram bastante”, analisou.
Para Alban, a Bahia teve um desempenho na média nacional. “Eu não diria que passou bem porque a gente ficou bem abaixo da média nacional nesses dois últimos anos. Já foi um desempenho não muito bom para a média nacional. Contudo, o que foi verdade para esses dois anos também se torna inversamente verdadeiro para esse ano, ou seja, nós não temos uma base deprimida que foi o ano passado em relação à Ford, e temos agora um reposicionamento da refinaria com a sua venda, onde deverá ter um ímpeto maior”, concluiu.
Combustíveis
Outro assunto abordado na entrevista foi o impacto no preço dos combustíveis, que acabou impactando diretamente sobre o setor produtivo e os efeitos na indústria baiana.
Contudo, devido a situação hídrica mais favorável, o presidente da Fieb acredita que o Brasil está em momento melhor, permitindo até que as termoelétricas possam ser desligadas, evitando uma repercussão maior nos diversos setores.
“Combustível impacta as indústrias de um modo geral, porque na verdade nós podemos dizer que o Brasil está pegando um momento melhor, porque nós temos uma situação hídrica bem mais favorável, que vai permitir que as termoelétricas possam ser desligadas (…) Esse efeito multiplicador deverá estar acontecendo ao longo de março, abril e maio, vai depender muito de como ficam os preços relativos no mercado internacional e obviamente a extensão dessa guerra”, afirmou.
“Mas aqui nós estamos acreditando que se essa extensão dessa guerra não for tão longa, ou seja, se ela se resolver ao longo desse mês de março e abril, nós estamos imaginando que ela possa impactar sobre a inflação no Brasil, ela vai impactar no mundo inteiro, entre 1,5% a inflação adicional por conta desses desfechos”, completou.
Custo ao consumidor
Diante destes cenários, nacional e mundial, a expectativa também fica por conta de como isso vai impactar o consumidor final, uma vez que a a indústria não vai conseguir absorver esses custos elevados.
“Nós já começamos a sentir isso de fato, desde meados de setembro do ano passado. Com o final daquelas ajudas, aqueles subsídios advindos da pandemia, mais esses aumentos em todo encadeamento produtivo que chegou ao produto final, nós tivemos, na verdade, alguns produtos até da própria cesta básica e materiais de construção que superaram 50%. Nós temos uma inflação oficial do ano passado medida no ano passado de 10% e um reajuste médio salarial ao longo do ano que ficou na faixa de 6-7%. Essa é a ‘boca do jacaré'”, disse Ricardo Alban.
“Então isso, por si só, gerou uma perda de poder aquisitivo tremendo, e com isso a capacidade de consumo. Então isso só contribuiu para a perda do poder aquisitivo e esse ano o hiato social que já herdamos da pandemia, o mundo inteiro fez um hiato social muito grande em 2 anos como talvez nunca se tenha visto em um espaço muito curto de tempo”, salientou o executivo.
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