Ucrânia adota neutralidade e Rússia diz que vai ‘reduzir radicalmente’ ataques em Kiev

Rodada de negociação aconteceu em Istambul, na Turquia


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redacao 29/03/2022 11:21 Internacional

As tropas da Rússia vão recuar e reduzir ataques em Kiev e Chernihiv, (norte da Ucrânia), de acordo com anúncio feito pelo vice-ministro a Defesa russo, Alexander Fomin, nesta terça-feira (29).

“No sentido de fortalecer a confiança mútua e criar condições necessárias para negociações futuras e alcançar o objetivo final de assinar um acordo, tomamos a decisão de reduzir radicalmente e por uma ampla margem as atividades militares nas direções de Kiev e Chernihiv”, declarou Fomin.

O dirigente afirmou ainda que Moscou vai revelar mais detalhes da decisão e das negociações após a delegação russa retornar ao país. O anúncio aconteceu depois do final da nova rodada de negociações que Rússia e Ucrânia realizaram nesta manhã em Istambul, na Turquia, para tentar colocar fim a mais de um mês de ataques russos.

No encontro, a Ucrânia propôs adotar a neutralidade, segundo informaram membros da delegação na saída da reunião. O status neutro significa que o país não pode fazer parte de alianças militares, como a Otan, nem hospedar bases militares em seu território. Em troca, Kiev pediu garantias de segurança, disseram negociadores ucranianos.

As propostas também incluiriam um período de consulta de 15 anos sobre o status da Crimeia anexada e poderiam entrar em vigor apenas no caso de um cessar-fogo completo.

Os negociadores divulgarão ainda nesta terça-feira um documento comum com as conclusões do encontro. A Rússia informou que também só falará sobre o encontro quando os membros de sua delegação chegarem de volta a Moscou.

Reunidas em Istambul, na Turquia, as delegações dos dois países debateram nesta manhã os dois principais pontos impostos pelos ucranianos: garantias de segurança e a organização de um cessar-fogo por questões humanitárias.

Os negociadores foram recebidos pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que pediu o fim imediato da guerra.

*Com informações do G1

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