Cúpula do G7 diz que Ômicron pode ser a “maior ameaça à saúde pública”
Países do grupo pedem cooperação diante da nova variante
Os ministros da Saúde do G7 – grupo que reúne as maiores potências econômicas do mundo – pediram cooperação diante da variante Ômicron do SARS-CoV-2. Eles encaram a nova cepa como “a maior ameaça atual à saúde pública mundial”.
No final da última reunião, os ministros da Alemanha, do Canadá, dos Estados Unidos, da França, Itália, do Japão e Reino Unido declararam-se “profundamente preocupados pelo aumento do número de casos” da nova variante.
Em comunicado, consideraram “mais importante do que nunca cooperar estreitamente”, bem como “vigiar e partilhar informação”. Em relação às vacinas, insistiram na importância das “campanhas de mobilização”. Os ministros “reiteraram o compromisso” de “lutar contra a pandemia em curso e construir defesas para o futuro”.
O presidente norte-americano, Joe Biden, alertou para um “inverno de doenças graves e mortais” para os não vacinados. Em muitos estados, os sistemas de saúde estão sob forte pressão devido ao aumento de infecções pela variante Delta durante o feriado de Ação de Graças. Os casos de Ômicron também estão aumentando.
“Para os não vacinados, estamos diante de um inverno de doenças graves e mortais. A única proteção real é receber a vacina”, afirmou Biden.
Em reunião com líderes estaduais, na última terça-feira (14), o CDC apresentou dois cenários de como a nova variante pode levar a infecções nas próximas semanas e meses. Os casos de Ômicron e Delta podem atingir o pico em janeiro.
Nas áreas de Nova York e Nova Jérsey, por exemplo, a Ômicron está presente em 13% dos casos. O plano nacional de Biden para lidar com a nova variante exclui restrições e pedidos de permanência em casa.
A maioria dos estados viu seus poderes de saúde local significativamente restringidos durante a pandemia, tornando mais difícil adotar medidas de emergência para retardar a propagação do SARS-CoV-2.
* Com informações da RTP.
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