Analistas debatem os efeitos da Covid-19 no mundo
Professor diz que América Latina não está preparada para pandemia
O novo coronavírus vem afetando enormemente as economias latino-americanas. A avaliação é do professor de Relações Internacionais e PhD em Ciências Sociais e Políticas Ricardo Caichiolo, em uma conferência online realizada pela escola de negócios Ibmec, na manhã desta sexta-feira(17). “Eu vejo perspectivas bastante sombrias para a América Latina como um todo”, disse Caichiolo.
O encontro virtual contou com a participação de outros professores e tratou dos impactos da pandemia do novo coronavírus (covid-19) nas relações internacionais e os seus desdobramentos econômicos e políticos na China, Europa e América Latina. Os palestrantes evidenciaram o relativo despreparo da América Latina para lidar com os novos desafios de um mundo globalizado e em transição, especialmente diante uma pandemia.
“O Brasil tem que se preocupar com a pauta exportadora pois vai ser afetado necessariamente (pelo coronavírus), e o importante agora é a diversificação de mercados. O Brasil poderá fazer isso, é muito forte na questão agrícola e continuará sendo. Mas deve ser mais agressivo em termos de abertura de mercados para poder compensar essa recessão que se avizinha”, avalia Caichiolo, que defende uma aproximação com a China nas áreas de infraestrutura e tecnologia.
Caichiolo defendeu a valorização dos parceiros comerciais na América do Sul “não só por uma questão geopolítica, mas por parcerias, principalmente em relação à Argentina, nosso parceiro tradicional. Pensando no âmbito do Mercosul, considero que houve uma falha em um primeiro momento, quando o governo atual chegou ao poder criticando o Mercosul e não fez a tradicional visita à Argentina”.
Correlações de poder
O professor de Relações Internacionais da Ibmec no Rio de Janeiro José Niemeyer ao discorrer sobre as mudanças nas correlações de poder em esfera global, disse que o mundo sairá de uma realidade unipolar, com os Estados Unidos como superpotência, para uma nova configuração, que pode ser bipolar – Estados Unidos e China – ou multipolar – com a participação da Rússia.
“O mundo sai de um contexto unipolar de poder, com os Estados Unidos como uma superpotência. Outras potências como a China e a Rússia estão buscando ascensão cada vez maior, principalmente a China. A multipolaridade vai depender muito das ações russas”, avaliou Niemeyer.
Niemeyer avalia que a China, apesar de ter iniciado seu crescimento por meio da economia, vem investindo cada vez mais no setor estratégico-militar. “Hoje o investimento da China em armamentos para uma possível guerra naval no mar do Sul da China é impressionante. As fragatas que estão sendo construídas pela indústria bélica chinesa são de uma potência inacreditável, já prevendo a possibilidade de um embate naval. É um exército com cada vez um número menor de homens e com mais tecnologia. A China, até o final do ano, volta a crescer em torno de 2,5%. Essa é uma variável que a gente vai ter que analisar, porque os Estados Unidos vão ter uma queda brutal do seu crescimento. A economia asiática parece que sentirá menos do que o mundo ocidental [os efeitos da pandemia]”.
*Com informações da Agência Brasil
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