“Essa tentativa de marginalização do setor de eventos nos deixa tristes”, diz presidente da ABAP sobre decretos na Bahia
Em entrevista, Moacyr Villas Boas reconhece que é preciso cuidar da saúde, mas destaca que o governo não tem mantido diálogo com a classe ao elaborar decretos
O decreto que reduz para 3 mil pessoas o número máximo de público em eventos na Bahia pegou a classe do entretenimento de surpresa. A medida, que tem o intuito de frear o contágio da Covid-19 e gripe H3N2, impactou o setor que segue respirando por aparelhos e precisou reagendar atividades culturais já marcadas em todo o Estado. De acordo com o presidente da Associação Baiana de Produtores de Eventos (ABAP – BA), Moacyr Villas Boas, a falta de diálogo com o governador Rui Costa (PT) tem intensificado os problemas na vida de quem precisa trabalhar nesta área para tirar o sustento.
“A nossa queixa tem sido sempre a falta de diálogo com o setor, mas não somos negacionistas, contra a ciência, entendemos perfeitamente toda a situação, nunca nos colocamos contra a vida… tudo é sempre muito compreensível, desde que exista diálogo e compreensão entre as partes”, afirma Moacyr, em entrevista para o programa Nova Manhã, da rádio Nova Brasil FM (104,7 FM), comandado pelo editor-chefe do Portal M!, o jornalista Osvaldo Lyra.
O presidente da ABAP reconhece que os impactos na saúde vividos pelos brasileiros são grandes e que é necessário haver medidas para evitar a proliferação da Covid-19, mas ressalta que a pandemia do coronavírus desenvolveu também problemas em outras áreas, como famílias que sofrem com a falta de recursos e isso, segundo ele, precisa ser visto.
“A gente entende que a prioridade do governo deve ser a saúde, mas infelizmente o problema da Covid não afeta só a saúde, é um problema também de ordem social e indiscutivelmente, é um problema também de ordem econômica. Já são dois anos que estamos vivendo essa pandemia, não dá mais para a gente prestar atenção apenas na saúde, porque as pessoas estão sofrendo também com a falta de recursos. Existe uma grande quantidade de pessoas que estão empregadas no setor de eventos e estão desamparadas, sem qualquer ajuda e isso precisa ser visto. É um problema social”, pontua.
Moacyr diz que o setor do entretenimento sofre com a marginalização e lembra que quando as atividades culturais foram retomadas, todos os protocolos exigidos foram cumpridos.
“Nós fizemos tudo conforme os protocolos exigiam. Essa tentativa de marginalização do setor, realmente nos deixa muito triste, porque nós precisamos de um governo que abrace esse setor. Porque os problemas são muitos. A gente precisa voltar a ter esse diálogo e melhorar as coisas. É um setor que está penando há dois anos e medidas precisam ser tomadas”, desabafa.
Crescimento de casos de Covid em artistas
Outro ponto que merece ser destacado é o crescimento de artistas e pessoas que trabalham com o entretenimento contaminadas pela Covid-19. Nesse quesito, Moacyr acredita que a eficácia da vacina tem mostrado que os sintomas dos infectados são leves.
“Isso está bastante claro, nunca tivemos tantas pessoas próximas contaminadas, mas eu volto a falar da importância da vacina. Porque apesar desse alto índice de contaminação, os sintomas na maioria dos casos são os sintomas leves ou as pessoas ficam assintomáticas”, disse o presidente da ABAP, que também defende que o governo deve investir em uma testagem em massa, “existem uma grande quantidade de pessoas assintomáticas transmitindo, essa testagem em massa é algo que precisa ser feito”.
Assista a entrevista na íntegra:
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