Danilo Caymmi e Claudio Nucci retornam a Salvador com show na Estação Rubi
Com saudosismo, Danilo relembrou de quando o pai, Dorival, retornou a cidade natal e visitou a Igreja do Bonfim e sentiu os cheiros peculiares da Bahia
Com muito saudosismo, Danilo Caymmi retorna à terra do pai, Dorival, para dois shows na Estação Rubi, casa de shows do Wish Hotel da Bahia, no Campo Grande. Ao todo, serão duas apresentações, uma nesta sexta-feira (30) e outra no sábado (1ª). Entre o repertório, a dupla deve misturar novos títulos e relembrar os clássicos como Andança, Sapato Velho, Casaco Marrom, Quero Quero e Toada, êxito do Boca Livre, grupo comandado por Claudio Nucci em 1978.
“A expectativa é muito grande porque eu procurei trazer para Salvador o mesmo show que fizemos de muito sucesso com meu parceiro, amigo e ex-cunhado, o Cláudio Nucci. Fizemos uma vez no Rubi com muito sucesso e não poderia deixar de apresentar ele de uma forma repaginada. Eu escolhi o mesmo lugar onde a gente fez muito sucesso, que é o Rubi, um lugar fácil onde se tem um público muito perto, com um som e serviço muito bom”, disse Danilo, em entrevista com o editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, no programa Nova Manhã da rádio Nova Brasil FM, desta sexta.
Mesmo sendo natural do Rio de Janeiro, Danilo relembra da Bahia com muita nostalgia. Para ele, a terra do dendê e do acarajé tem um cheiro bem peculiar, sem contar com maresia do mar soteropolitano que, aos olhos dele, é bem distinto da costa litorânea brasileira – características e sentimentos que são retratados por seu pai em canções inesquecíveis como “O Mar”, “É doce morrer no mar”, e “O Bem do Mar”, esta última que já foi tema da telenovela da Rede Globo “Porto dos Milagres”.
“Tenho uma relação muito bonita e afetiva. Toda vez que vou a Salvador é aquele cheiro do sargassum [alga marinha bem comum nas praias da orla soteropolitana], cheiro do mar que é diferente. É uma coisa que meu pai sempre cantou e falou e também é uma memória de uma última vez que ele esteve na Bahia e ele já não enxergava muito bem”, relembrou Danilo.
Em suas memórias, Danilo relembrou de quando o pai retornou a cidade natal e visitou a Igreja do Bonfim. “Ele não podia ver, mas sentia o cheiro das coisas, das flores, das frutas, da própria maré e do acarajé. Eu acompanhei isso tudo de perto. Tudo isso faz parte da minha memória. Itapuã, por exemplo, que ele descreveu tão bem, esse mar da Bahia que é um mar totalmente diferenciado da costa brasileira”, pontuou.
Andanças
Filho de Stella Maris e irmão de Dori e Nana Caymmi, Danilo comentou sobre este período de pós-pandemia de Covid-19, quando o setor cultural foi o primeiro a interromper as atividades e um dos últimos a retomar. Para ele, o público tem respondido bem aos shows. “Vou fazer dois shows no Rio, depois sigo para mais dois shows em Salvador e depois em São Paulo para mais um e no final do mês vou para Lisboa e Alemanha. E a vida da gente é assim mesmo. Temos que nos manter física e mentalmente preparados para isso. E a volta da pandemia foi muito boa do público”, falou.
Com uma carreira de sucesso e vários clássicos da Música Popular Brasileira (MPB) que marcaram uma geração, como “Andanças”, “Vamos falar de Tereza”, “Caminho do Mar” e “Samba da minha terra”, interpretações estas que foram, em quase sua maioria, em parceiras com outros nomes como as irmãs, por exemplo.
Em sua trajetória, Danilo Caymmi destacou um momento que, para ele, é tido como um dos mais marcantes de sua vida, quando concorreu na 3ª edição do Festival Internacional da Canção Popular (FIC). Na época, ele concorreu com outros grandes nomes da MPB como Tom Jobim, Chico Buarque e Geraldo Vandré.
Em tom de graça, Danilo falou que sua canção “Andanças” levou o terceiro lugar e que ficou feliz por não ter ganhado, uma vez que os ganhadores daquela edição, Tom e Chico foram vaiados por conquistar o pódio com “Sabiá”.
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