Mesmo com forte adesão ao presencial, escolas particulares de Salvador seguem com formato híbrido
Educadores apostam que modelo veio para ficar, mas destacam importância da convivência para a socialização dos estudantes
Mais da metade dos colégios particulares de Salvador retomou as aulas presenciais, seguindo decreto do governado Rui Costa (PT). Ainda assim, segundo informações do Sindicato das Empresas de Ensino do Estado (Sinepe), algumas unidades seguem no sistema híbrido.
A estimativa feita pela entidade diz respeito às cerca de 800 escolas particulares filiadas, de um total de 1.500 existentes na Bahia.
O diretor financeiro do Sinepe, Jorge Tadeu Coelho, que também é diretor do Colégio Miró, na Barra, conta que lá, dos 450 alunos, somente 20 optaram para não retonar presencialmente, devido a problemas pessoais e de saúde.
“Nesse ano letivo, algumas famílias decidiram morar em outros lugares, e o filho está fazendo ensino remoto. Essa situação só será possível até o final do ano, prazo dado pelo Conselho Nacional de Educação para esse funcionamento. Então, essas poucas famílias, por alguma razão de organização ou de questões de saúde de parentes, optaram por ainda persistir no modelo remoto. Mas nós, educadores, defendemos que isso seja de fato temporário, porque a educação não é só a transmissão do conhecimento, é convivência”, afirma Jorge Tadeu.
O diretor do Sinepe ressalta que o calendário letivo das escolas particulares não será comprometido este ano, uma vez que as instituições de ensino ofereceram aulas no modelo remoto normalmente.
“O calendário letivo termina na maioria das escolas no início de dezembro, não vai precisar entrar pelo ano seguinte”, informa Jorge. Mesmo assim, ele comemora a adesão ao modelo presencial, por fazer bem para o aprendizado e a socialização dos estudantes.
“As crianças precisavam que esse retorno tivesse ocorrido logo, para que o processo de convivência não ficasse tão prejudicado. Nós temos percebido nesse retorno muitas questões de natureza emocional entre as crianças. Tem crianças que deveriam estar nas escolas a partir de 1 ano e meio, estão chegando com 2 anos e meio. Elas crianças passaram praticamente dois anos com o nível de socialização muito baixo”, pontua.

Jorge Tadeu é diretor financeiro do Sinep
Segurança garantida
O Sinepe destaca que todas as unidades de ensino particulares seguem rigorosos protocolos de contenção da doença, como uso de máscaras, álcool em gel e a adoção do princípio de “bolha”.
“A primeira orientação que nós fazemos é que as escolas mantenham o rigor dos protocolos. Nesse retorno, nós temos tido muito cuidado com a sistemática de criar contato apenas com os colegas de uma mesma sala, em respeito ao ‘princípio da bolha’, de que as salas convivam apenas com alunos da mesma sala”, pontua Jorge Coelho.
O Centro Educacional Veredas da Ilha (Cevilha), em Itapuã, possui 170 alunos de 2 até 15 anos e completa três meses com aulas presenciais. Até o momento, não houve nenhum caso suspeito de Covid-19.
“Nós estávamos apreensivos no início, mas a gente tem visto a parceria dos alunos. Para se ter uma ideia, as crianças da educação infantil não querem nem tirar as máscaras e elas não são obrigadas a utilizar. Elas fazem a troca após o lanche e sempre quando é solicitado, já virou rotina”, explica a diretora do Cevilha, Jordânia Santos.
Ela explica que a unidade trabalha atualmente no formato híbrido, respeitando o posicionamento das famílias.
“As aulas acontecem de forma simultânea. O professor está na sala com o quantitativo de alunos, enquanto os que estão em casa também participam da aula de forma virtual, com os dispositivos tecnológicos que adquirimos para poder facilitar todo esse processo”, diz.
Jordânia explica que, mensalmente, a equipe do Cevilha faz enquetes com as famílias sobre o formato que desejam para seus filhos.
“Respeitamos a decisão deles porque ainda estamos em situação de pandemia. Nós estamos funcionando respeitando todos os protocolos sanitários, agindo com todo cuidado possível para evitar a contaminação da Covid”, ressalta.
Já a avaliação ocorre de duas formas: quem está no formato virtual faz a prova por meio de formulário, e os que estão em atividade presencial, recebem o exame como de costume.
Protocolos de infectologista
A coordenadora da Escola Dorilândia, Saadya Rodriguez, conta que a unidade contratou uma infectologista para auxiliar na criação dos protocolos.
“Contratamos a médica Fabianna Bahia, e todos os protocolos foram feitos com muita cautela e responsabilidade. O caixote de areia ainda não está sendo utilizado. O professor, que é especialista de capoeira e música, voltou há 15 dias. A gente vai começando tudo em um processo gradativo e, graças a Deus, nós não tivemos contágio”, relata.
Na Dorilândia, o ensino já segue o formato híbrido. A coordenadora conta que a maioria aderiu ao presencial. Na educação infantil, quatro alunos preferiram o modelo remoto, por questões de saúde.
“Nós solicitamos que as famílias conversem com as crianças e tomem essa decisão. Pedimos que não deixem isso a critério da criança. Nós achamos que o modelo híbrido veio para ficar, é algo que nós estamos preparados. Isso já era realidade em alguns países e já é uma realidade nossa aqui no país também”.
Mesmo assim, a coordenadora reconhece a importância do retorno às atividades presenciais.
“A escola é presencial, o contato com a criança na escola e seus colegas é fundamental. A gente ainda vai ter um resquício dessa pandemia por uns dois anos, porque a gente vê crianças que não tinha companhia de outras crianças no prédio e foram se isolando”, pontuou.
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