“Deixaremos um legado de governança, transparência, austeridade no COB”, garante Paulo Wanderley
Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro assumiu posto em 2018
Há cerca de quatro anos à frente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o ex-atleta e ex-treinador, Paulo Wanderley, tem investido na profissionalização da entidade e, tem como objetivo até o ano de 2024, quando encerra a sua gestão, deixar um legado de governança, transparência e austeridade no COB.
Em entrevista ao colunista do grupo A Tarde e editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, Wanderley afirmou que a entidade brasileira passou por todas as reformas necessárias, ao longo dos últimos anos, e que não há qualquer fantasma relacionado aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.
“O legado nosso é a governança. Deixaremos um legado de governança, transparência, austeridade. Isso tudo fez com que o Comitê Olímpico recuperasse a sua imagem positiva e credibilidade com essas três palavrinhas, esses três pilares. A austeridade: fizemos cortes, otimizamos recursos. A transparência: tudo no Comitê Olímpico é muito transparente. Você quer saber o que uma Confederação recebe? Está lá no nosso portal. Quais os programas que nós aprovamos? Está lá no portal. Resultados de licitações, enfim…”, disse.
“Tudo isso é muito claro. E a meritocracia. Hoje os recursos são descentralizados para as confederações através de critérios. São critérios esportivos, através de resultados, mas tem critérios também de governança. A prestação de contas deles é analisada e tem pontuação. Nós temos um programa chamado GET (Gestão, Ética e Transparência) que tem uma pontuação para saber se aquela confederação está dentro dos padrões de boa governança. E não é só cobrar deles não. Nós ensinamos como fazer, transferimos conhecimento. E aí depois é que vem o resultado”, completou o dirigente.
Pandemia
Assim como as diversas esferas da sociedade, a pandemia atingiu em cheio o esporte, tanto que o principal evento de 2020, os Jogos de Tóquio, acabou sendo transferido para o ano seguinte, quando o cenário da covid-19 não era tão agudo.
Neste sentido, aqui no Brasil, o presidente do COB explicou como a entidade atuou ao longo desse período, além de fazer uma avaliação da crise de saúde pública mundial.
“De uma forma bastante preventiva. Assim que começou essa questão de que competições internacionais seriam adiadas, campeonatos cancelados, treinamentos dentro do Brasil e fora do Brasil também cancelados. Nós partimos para cima, mobilizamos nossa área estratégica, nossa área financeira, e organizamos alguns planos, conseguindo dar continuidade a esses projetos em função da dificuldade que se tinha até dentro do Brasil. Porque o próprio centro de treinamento olímpico ficou fechado por alguns meses. Mas no ano de 2021 já voltou, aliás, no final de 2020. Nós montamos programas específicos. Os atletas que estavam em preparação para os jogos olímpicos foram fazer estágios em países onde a questão da saúde ainda não estava tão drástica. Em sistemas de bolhas. Esses atletas viajaram para a Europa e ficaram ali em treinamento. Foram 212 atletas de 14 ou 15 modalidades esportivas que tiveram a experiência de continuar treinando dentro do sistema de pandemia”, comentou.
O dirigente também trouxe um panorama sobre os impactos econômicos que o surto teve nas ações do COB e a questão da diminuição de patrocínios ou frutos colhidos a partir dos trabalhos realizados.
“A questão de patrocínio vem numa descendência desde pós jogos olímpicos de 2016. Porque nós vimos nos jogos pan-americanos em 2009, nós tivemos a Copa do Mundo do Futebol em 2014, tivemos os jogos olímpicos em 2016. Então é natural, é evidente que diante desse cenário tivéssemos mais patrocínios, mais aporte de recursos. Isso é normal, em qualquer país do mundo acontece desse jeito. Também é natural porque aquilo ali era uma curva de ascensão, mas era uma bolha em função dos eventos criados”, afirmou.
“Quando terminou isso, é natural, em termos absolutos, que isso acabasse também. Mas o COB tem uma possibilidade através de nossos recursos de leis federais, principalmente das loterias Caixa, que é uma lei federal… Que a gente tem um subsídio, mas não houve impacto nesse específico. As pessoas continuaram apostando. Num primeiro momento teve aquela dificuldade, não podia sair de casa, mas continuaram no movimento e não tivemos muita dificuldade nesse sentido. Patrocínio, sim. Caiu, porque era irreal. Mas estamos recuperando e recuperando bem essa questão”, garantiu Paulo Wanderley.
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