Conheça os centros de combate à homofobia em Salvador
Para o coordenador do CPDD, o mercado de trabalho para LGBTQIA+ é, em grande parte, excludente
Em 2020 o Brasil registrou uma redução de 28% no número de mortes violentas de LGBTQIA+, em comparação a 2019. A informação integra o Relatório Anual de Mortes Violentas de LGBT no Brasil, divulgado na sexta-feira (14), pelo Grupo Gay da Bahia (GGB).
Nesta única pesquisa nacional que inclui todos os segmentos dessa comunidade, também é apontado que 237 integrantes da população LGBTQIA+ tiveram morte violenta no Brasil, vítimas da homotransfobia. Apesar da redução, os números ainda são alarmantes. Confira o relatório completo aqui.
Para se ter uma ideia, a cada 36h, um LGBTQIA+ brasileiro é vítima de homicídio ou suicídio. Isso deixa o Brasil com o incômodo título de campeão mundial de crimes contra as minorias sexuais.
“Temos um crescimento do ódio puxado pelo enfraquecimento de políticas públicas no nivel federal”, afirma o coordenador do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT da Bahia (CPDD-LGBT), Renildo Barbosa.

O CPDD, localizado na Rua do Tijolo, no Centro Histórico de Salvador, é um dos locais de apoio a pessoas LGBTQIA+ vinculados à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), que vêm dando suporte no combate à homofobia e, assim, amenizando os impactos negativos do ódio à comunidade, que ainda estão longe de acabar.
Além de acolher as vítimas de homofobia, os profissionais do local proporcionam apoio psicosocial e jurídico, assessoria para empregabilidade, empreendedorismo e informações sobre saúde.
“Acolhemos de forma integral por termos um olhar de compaixão, ao sentirmos em algum momento a mesma dor. Sabemos o que significa este crime de ódio. [As vítimas] passam por profissionais qualificados numa equipe multidisciplinar competente. [Fazemos] atendimento imediato, assessoria e apoio em órgãos competentes e articulação de rede”, explica o coordenador.

Renildo Barbosa é o coordenador do CPDD
Para Renildo, o mercado de trabalho para LGBTQIA+ é, em grande parte, excludente. Ele diz que, apesar do investimento do centro na capacitação das pessoas da comunidade, ainda faltam oportunidades.
“Quantas trans recepcionistas ou no administrativo? Ou ainda condutoras ou professoras? E não é por falta de qualificação, porque temos banco de talentos com pessoas trans com mestrado, inclusive”, diz.
Conforme ele, as afetividades devem ser valorizadas como forma de combater a homofobia. “O Estado – em todos os níveis – precisa garantir que pessoas LGBTQIA+ vivam como seres humanos que são, e não uma subcategoria de seres, amedrontados até para circular no dia a dia”.
Este centro também teve a iniciativa de lançar o Guia Prático para auxiliar transexuais e travestis que pretendem realizar a mudança do nome social.
Centro Municipal de Referência LGBT
Além do CPDD, os LGBTQIA+ soteropolitanos podem contar com os serviço do Centro Municipal de Referência LGBT, que é vinculado à Secretaria Municipal da Reparação (Semur) e coordenado pelo presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Marcelo Cerqueira.
Crédito: reprodução Ibahia
Localizado na Avenida Oceânica, bairro do Rio Vermelho, o centro oferece serviços como atendimento psicossocial, orientação e encaminhamento jurídico em casos que envolvem violência contra lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros.
No local, também são realizadas estratégias de inserção no mercado de trabalho, cursos de capacitação e orientação voltados para geração de renda e formação empreendedora.
Leia também: LGBTs baianos relatam como combatem a homofobia
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