ARTIGO: Uma questão de transparência

No último dia 19, uma emissora de televisão, em rede nacional, exibiu no seu telejornal da tarde, a recuperação de uma idosa de 102 anos, vítima do coronavírus (Covid-19). No dia seguinte, foi a vez de um dos maiores portais de notícias também divulgar a informação. Nos dois noticiários em rede nacional dizia-se apenas que […]


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Ana Cristina 29/07/2020 08:00 Artigos

No último dia 19, uma emissora de televisão, em rede nacional, exibiu no seu telejornal da tarde, a recuperação de uma idosa de 102 anos, vítima do coronavírus (Covid-19). No dia seguinte, foi a vez de um dos maiores portais de notícias também divulgar a informação. Nos dois noticiários em rede nacional dizia-se apenas que a idosa foi atendida e, de forma surpreendente, quase que milagrosa, e contra todos os prognósticos, foi curada e pôde voltar para casa.

O que os noticiários não divulgaram é que a idosa de 102 anos, Marina do Canto, durante os 13 dias de internação no Hospital Regional Santa Lúcia, da cidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, utilizou da hidroxicloroquina. A médica infectologista, Paula Rubin Facco Librelotto, que tratou o caso, em entrevista, confirmou a prescrição, e explicou que durante a internação, a idosa precisou de oxigênio por sete dias, mas não chegou a utilizar ventilação mecânica. A médica ressaltou que foi essencial a busca por atendimento logo no aparecimento dos primeiros sintomas.

O médico James Ricachenevsky, especialista em Clínica Médica e Medicina do Trabalho, que acompanha a família de Marina do Canto há 40 anos, criticou o comportamento da imprensa em sonegar parte da informação referente ao tratamento a que foi submetida a idosa. Omissão que tem sido comum nos diversos episódios envolvendo recuperação de pacientes com casos comprovados de Covid. Verifica-se que houve omissão e sonegação de informação. Mas por que?

Até a última quinta-feira, o Brasil tinha 2.287;475 pessoas contaminadas com o Covid-19. Destes, 1.570.237 tinham sido recuperados e 84.082 tinham vindo a óbito.  Afinal, quais os medicamentos utilizados na cura desses pacientes? Afinal, sabedores disso, a população ainda não infectada, mas nem por isso suscetível a ser, pode ter uma noção do que médicos e especialistas vêm fazendo para tratar a Cpovid-19

De acordo com  o Ministério da Saúde, os recuperados, com sintomas menos graves, tomam medicamentos como a hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina, nitazoxanida (Anitta), dexametasona, e o remdesivir, que está aguardando pedido de registro no Brasil por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nenhum desses medicamentos, contudo, têm estudos conclusivos publicados internacionalmente sobre sua real eficácia, mas apenas evidências.

Em todo o mundo, vários países na Europa, Ásia, Brasil, Estados Unidos e mesmo Cuba, vêm adotando esses e outros medicamentos, ainda sem comprovação cientifica conclusiva, para frear a ação do coronavírus. Mas é no Brasil e nos Estados Unidos, que a polarização política se faz forte para tentar barrar quaisquer tentativas que sejam apoiadas pelos respectivos presidentes, Jair Bolsonaro e Donald Trump, e com isso prejudica as tentativas de tratamento em uma situação reconhecidamente emergencial.

Pesquisas e prescrições médicas vêm sendo utilizadas, não apenas com os medicamentos utilizados no Brasil, mas também com outros, como a Tocilizumab (Itália), Remdesivir (Estados Unidos), TAKJ-888 (Japão), Coquetel Regeneron (o mesmo usado para combater o ebola), Alnylamie e VIR, e o WP 1122 (EUA). Todos ainda sem estudos eficazes conclusivos.

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Ivermectina – Usado normalmente indicado para o combate de diferentes tipos de vermes e parasitas no corpo humano. O medicamento pode inibir a replicação do novo coronavírus, podendo vir a eliminar o vírus, só que também mata as células portadoras. Segundo a ANS, “não existem estudos conclusivos que comprovem o uso desse medicamento para o tratamento da COVID-19, bem como não existem estudos que refutem esse uso

Hidroxicloroquina – Usado para tratamentos contra a malária e determinadas doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide. A Anvisa afirma que “não existe ainda nenhum ensaio clínico concluído que comprove os benefícios da hidroxicloroquina no caso da COVID”.
Azitromicina – Antibiótico utilizado para o tratamento de infecções no trato respiratório. O medicamento não é utilizado de forma associada à hidroxicloroquina. 

Nitazoxamida (Anitta) – Indicado na maioria dos casos, para combater parasitários e vermes. A Anvisa passou a classificar a substância como de uso controlado, através de inclusão na Lista de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial. 
Dexametazona – Anti-inflamatório esteroide usado contra inflamações das mais variadas ordens, como fungos e meningite e pneumonia. 

A coragem não é ausência do medo; é a persistência, apesar do medo.
(autor desconhecido)

*Adilson Fonseca é Jornalista e escreve sempre às quartas-feiras

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