ARTIGO: Uma Quarentena para a OMS
Imaginemos se em julho de 1940, quando começou a Batalha da Inglaterra, o primeiro ministro inglês, Winston Churchill (1874-1965), tivesse, seguindo uma linha da maioria do parlamento britânico, desistido da luta contra os alemães nazistas. Do ponto de vista militar e estratégico, tudo lhe era desfavorável. Desde o efetivo das Forças Armadas, principalmente no número […]
Imaginemos se em julho de 1940, quando começou a Batalha da Inglaterra, o primeiro ministro inglês, Winston Churchill (1874-1965), tivesse, seguindo uma linha da maioria do parlamento britânico, desistido da luta contra os alemães nazistas. Do ponto de vista militar e estratégico, tudo lhe era desfavorável. Desde o efetivo das Forças Armadas, principalmente no número de aviões, ao fato de que àquela época, toda a Europa estava sob o julgo de Adolf Hitler.
Mesmo assim ele foi a barreira que parou o nazismo, e resistiu, de 10 de julho a 31 de outubro, lutando praticamente sozinho, mas provocando o início da reviravolta que levou, cinco anos depois, à derrota do nazismo. “Agora, isto não é o fim. Nem sequer é o começo do fim. Mas é, talvez, o fim do começo”, disse o premier britânico em uma de suas famosas frases; E se assim não fosse, talvez hoje o mundo estivesse batendo continência ao nazismo e fazendo a saudação “Heil Hitler! (“Salve Hitler!”).
Isso vem à tona como propósito de mostrar a persistência do homem em superar obstáculos, mesmo quando tudo parece apontar na direção da derrota. Tem sido assim ao longo da própria história da humanidade, na busca pelas invenções e descobertas científicas em todos os campos, da medicina à tecnologia dos transportes e da informação. A busca por soluções é uma marca do próprio homem, que nos momentos mais difíceis é justamente quando dá os maiores saltos na evolução.
Daí causar espanto o desserviço que o diretor-geral da Organização Mun dial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Gebreyesus vem prestando à humanidade, por diversas vezes quando se refere à situação de pandemia do coronavírus (Covid-19) no mundo. No mais recente descalabro verbal, ele disse que possivelmente jamais haverá uma vacina para o combate ao vírus. A tal “bala de prata” a que ele se referiu, poderá ser, na sua avaliação, uma grande frustração para a humanidade. “Não existe uma bala de prata no momento e pode nunca haver”, disse.
É de se perguntar se é para os grandes laboratórios e farmacêuticas. Que investem US$ bilhões em pesquisas, se os mais de 200 experimentos, dos quais pelo menos 10 estão bem avançados, devem desistir, e pararem de jogar dinheiro fora para algo que jamais vai existir. Se no caso do Brasil o presidente Jair Bolsonaro desista de investir R$ 2 bilhões para a aquisição de 100 milhões de doses de vacina produzida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeca, cujos resultados são os mais promissores. Ou mesmo se todos devem desistir e apenas ficar em casa aguardando a possível chegada da morte. Afinal, pra quê lutar?
Foi essa mesma OMS que reiterada vezes teve que mudar de postura ante a realidade dos fatos durante a pandemia, como em março deste ano, quando a entidade lançou um alerta sobre o uso indiscriminado de máscaras. “Não existe, até ao momento, evidência científica de que usar uma máscara (seja cirúrgica ou de outro tipo) por pessoas saudáveis, possa impedir a infecção por vírus respiratórios, incluindo a covid-19”, dizia o documento. Hoje a máscara é adotada universalmente.
No Brasil, o médico Drauzio Varella, espécie de porta-voz da Medicina nas Organizações Globo, alertou que a perspectiva de no futuro uma vacina ser aprovada, não resolve imediatamente o problema da disseminação da Covid-19 no Brasil. “A vacina não vai resolver o problema atual”, afirmou. “Pode ser que, quando chegue essa vacina, ela não vá ser tão necessária quanto é agora”. Aplausos!
E como que comemorando a tão esperada marca das 100 mil mortes, com direito a projeções de luz a lazer nos prédios da Praia de Botafogo (RJ) e do Congresso Nacional (DF), o portal Uol/Folha antecipou a próxima meta e estampou em uma de suas manchetes: “Após 100 mil mortes, especialistas temem efeito bumerangue que antecipe 200 mil”. Um estimulo e tudo aquilo que a população precisava saber. Mais aplausos!!!
Talvez se esses “especialistas” fossem submetidos a uma quarentena mais radical, fechassem as bocas de velórios, e fossem mais assertivos, então, os infectados e os não-infectados que simplesmente lutam com as armas que dispõem e querem viver, agradeceriam pela contribuição.
* Adilson Fonseca é Jornalista e escreve neste espaço às quartas-feiras.
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