ARTIGO: O pessimismo ofusca o otimismo*
Nas maiores dificuldades é quando se percebe o imenso potencial que dispomos para superar os mais difíceis obstáculos, seja olhando os mais de oito mil metros de altura do Monte Everest, achando que não se pode nunca chegar lá. Ou seja a imensidão dos oceanos, que faria qualquer um desistir da travessia, mas que levou […]
Nas maiores dificuldades é quando se percebe o imenso potencial que dispomos para superar os mais difíceis obstáculos, seja olhando os mais de oito mil metros de altura do Monte Everest, achando que não se pode nunca chegar lá. Ou seja a imensidão dos oceanos, que faria qualquer um desistir da travessia, mas que levou Américo Vespúcio, Cristóvão Colombo e Pedro Álvares Cabral a desbravá-los e descobrir o Novo Mundo. Se não fossem a persistência, e, principalmente, a esperança, a humanidade ainda estaria confinada nos limites do Oriente Médio, da Ásia e na Europa.
Na ciência, como um todo, as grandes descobertas são resultados desses fatores. Não há espaço para o pessimismo. E as descobertas científicas são resultados desse esforço, que não se deixa abater por uma realidade momentaneamente adversa. Thomas Edson (1847-1931), cientista norte-americano que se notabilizou pela descoberta da lâmpada elétrica, foi um persistente. Conta-se que foram mais de mil tentativas até se chegar ao resultado final, depois de 10 anos de trabalho. Thomas Edison foi um dos precursores da revolução tecnológica do século XX.
Alexander Fleming (1881-1955), biólogo e farmacologista inglês, pesquisava nas áreas de bacteriologia, imunologia e quimioterapia, e foi o descobridor, em 1928, da Penicilina, que é a base usada nos antibióticos atuais. Mas isso só veio depois que ele percebeu, na I Guerra Mundial, que muitos dos soldados britânicos morriam no front de batalha, não vítimas dos canhões, mas sim das infecções dos ferimentos recebidos. Sua descoberta só veio a ser efetivada em escala industrial para o mundo ao final da II Guerra Mundial, em 1945.
Hoje a humanidade se depara defronta com um novo desafio, a Covid-19. E uma onda de pessimismo vem eclipsando os esforços que vêm sendo feitos em diversas partes do mundo. Não só se esforçando para que as notícias negativas não tragam a desesperança e o desalento, com a exposição superdimensionada diuturnamente da doença em si, mas procurando mudar o panorama psicoemocional dos indivíduos, com a divulgação dos esforços contínuos da ciência, para que cheguem a todos, trazendo esperanças.
Infelizmente notícias como os avanços das pesquisas e experimentos que vêm sendo feitos com o uso da Cloroquina associada a um antibiótico, a Eritromicina, são vistas mais como deboches do que otimismo. Da mesma forma que a recuperação de 17 pacientes infectados pela Covid-19, na Bahia, foi divulgada an passant, sem que se avaliam os impactos e a importância que fatos dessa natureza, não só do ponto de vista médico-científico, mas no emocional de quem já foi acometido pela ação do coronavírus, trazem não apenas esperança, mas energias revitalizadoras.
O otimista não é um ser que vive à parte da realidade. Ele sabe que faz parte dela e que convive com suas dificuldades, incompreensões e falta de estrutura. O otimismo, portanto, não anula a realidade existencial, que é sempre momentânea, e que pode ser por alguns meses, anos, décadas ou mesmo de séculos. Mas é o otimismo, fruto da esperança, que nos impele ao progresso e a busca de soluções para se superar os obstáculos momentâneos do presente.
Em 1940, depois de ver toda Europa arrasada e dominada por Adolf Hitler, e estando sozinha luta contra o nazismo, Winston Leonard Churchil (1874-1965) disse que não apenas iria lutar pelo povo inglês, mas lutar para manter acesa a luz da esperança das gerações atuais e do futuro. Para ele, mesmo nos momentos mais difíceis, era preciso vencer o pessimismo para que as forças da resistência contra o mal não fossem derrotadas pelo emocional das pessoas que eram compelidas ao desespero e ao desalento.
O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade. – Winston Churchill (1874-1965).
*Adilson Fonseca é Jornalista e escreve neste espaço sempre às quartas-feiras
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